
Plano do hotel de 12 pisos a votos esta semana
A revogação do plano da Câmara de Aveiro que permite a construção de um hotel de 12 andares no Cais do Paraíso, nas imediações do Canal Central, será votada na próxima quinta-feira, à noite, na assembleia municipal. Com a maioria PSD-CDS do lado da autarquia, a revogação não passará - na câmara foi aprovada pelos vereadores do PS e do Chega, que são cinco, contra quatro da coligação.
Se a revogação não passar na assembleia, o Plano de Pormenor do Cais do Paraíso (PPCP) continuará em vigor e aberto à apresentação de pedidos de licenciamento. Após a aprovação na câmara e a dois dias do debate político na assembleia, os vereadores do PS apresentam um processo com «contornos pouco claros». Sobre o hotel, é «desproporcionado face à escala da cidade».
O apoio improvável
O PS obteve um apoio que, provavelmente, não esperava. Do núcleo central da coligação PSD-CDS, o vice-presidente da câmara, Rui Santos, declarou que gostava de ver «reduzido o número de andares», e a construção «noutro sítio». O presidente da câmara mantém o que consta no PP, «um elemento arquitetónico de referência contemporânea». Como disse sobre a altura: «Há torres lindíssimas».
Paraíso na justiça
O Ministério Público (MP) está a investigar a existência de eventuais irregularidades no PPCP para apurar se há matéria para avançar com um processo judicial, mas não é a única intervenção da justiça sobre o plano. A família Bóia, proprietária de terreno no PP, moveu uma ação do Tribunal Administrativo e Fiscal por «atropelo aos nossos direitos construtivos», visando a impugnação da deliberação de aprovação do PPCP.
Segundo disse, ontem, António Paulo Bóia, ao Diário de Aveiro, foram ainda detetados «indícios da possibilidade da prática de crime», havendo «forte probabilidade de, muito em breve», avançar com nova ação em tribunal, desta vez por «abuso de poder» e «prevaricação». |
Maioria à prova na assembleia municipal
A maioria PSD-CDS da assembleia municipal será colocada à prova na reunião, esta quinta-feira, às 20.30 horas. Apoiará, ou não, o plano que a câmara, presidida por Luís Souto, defende. O apoio total não é unânime, na mesma coligação, da Câmara. O vice-presidente defende menos pisos e «noutro sítio».










