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Um prémio que torna visível o valor do jornalismo

Rafael Vieira mostra o que existe nas “catacumbas” da cidade de Coimbra, num trabalho que reforça a importância do jornalismo

Escavações no âmbito do projeto de requalificação da Escola José Falcão deram o mote para a reportagem vencedora da 12.ª edição do Prémio de Jornalismo Adriano Lucas e o vencedor espera, agora, que possa ser o ponto de partida para tornar mais visível um património da cidade de Coimbra desconhecido de (quase) todos.
«Há três horas de gravações que dão para mais duas ou três reportagens, deixei muita coi­sa de fora», confessou ontem Rafael Vieira, autor da reportagem “Água das ‘catacumbas’ de Coimbra”, que foi publica­da na edição de ontem [impressa e “online”] do Diário de Coimbra e que venceu a edição do prémio.
Um trabalho muito elogiado, tanto por Maria José Azevedo Santos, responsável pela criação do prémio, em 2011, e membro do júri nesta edição, e que sublinhou a pertinência do tema, como por Sílvio Santos, professor universitário e diretor do Teatro Académico de Gil Vicente que, em nome da Universidade de Coimbra, enalteceu «o trabalho de Rafael Vieira», não só com a reportagem vencedora, mas também pelo seu «envolvimento» com a cidade, que se consubstancia nos vários projetos em que está envolvido, enquanto jornalista, mas também enquanto arquiteto de formação.
Sílvio Santos aproveitou para enaltecer a existência de prémios que premeiem o trabalho e o valor do jornalismo, e sublinhar a importância de este ser apoiado por entidades co­mo a Universidade de Coimbra, assim como a Câmara Municipal, como acontece neste caso do Prémio de Jornalismo Adria­no Lucas, em contraponto aos perigos por que passa o jornalismo hoje em dia, como apontam as notícias mais recentes, sublinhando o real perigo que vive a sociedade.
«O risco concreto de a imprensa deixar de chegar ao interior do país», um território onde a imprensa local e regional tem «um papel essencial num país cada vez mais centralizado» é uma delas. «São o garante de proximidade e de memória coletiva», afirmou. Por outro lado, apesar de nunca termos tido tanta informação dispo­nível, «é cada vez mais difícil viver no meio de tanta desin­formação e notícias falsas», lamentou.

Dezembro 15, 2025 . 08:30

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