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Dérbi “manchado” por decisão surreal do juiz da partida

O Beira-Mar regressou às boas exibições, só que não pontuou por mérito da boa reação do União de Lamas, mas essencialmente devido a um penálti “fantasma” assinalado pelo juiz da partida já em período de compensação

O Beira-Mar entrou muito bem na partida, daí que o golo apontado por Francisco Sancho, lo­go aos oito minutos, não tenha surpreendido. O número 20 dos “auri-negros”, lançado em profundidade, tirou partido da hesitação de um defensor e do guarda-redes do União de Lamas para, com muita calma, inaugurar o marcador. A equipa aveirense, além de ter conseguido o golo, foi, durante a primeira meia hora, a melhor equipa em campo, em claro contraste com a intran­quilidade que a formação lamacense ia revelando. Só após a saída de Kipanda - substituído, devido a lesão, por Pietro Romano - é que os comandados de João Ferreira começaram a incomodar o último reduto da equipa aveirense.
Aos 35 minutos, Hugo Seco, livre de marcação, dispôs de uma excelente oportunidade para empatar, mas, sem marcação e já dentro da grande área beiramarense, rematou para uma grande defesa de Carlos Madureira. Apesar da melhoria evidenciada pela formação local, o Beira-Mar nunca deixou de estar bem no jogo e, inclusivamente, de poder chegar ao segundo golo perto do intervalo. E quando se esperava que fosse o União de Lamas a entrar “com tudo” na segunda metade, voltou a ser o Beira-Mar a reentrar melhor. Pietro Romano, na transformação de um livre direto, proporcionou uma grande intervenção de Francisco Enes, naquele que veio a ser o primeiro grande momento de uma etapa complementar viva, repartida em termos de domínio e de ocasiões de golo e, mesmo num relvado em muito más condições, sempre muito disputada.
Aos 66 minutos, o União de Lamas vê premiada a sua atitu­de com a obtenção do golo do empate, apontado por Príncipe, através de um remate cruzado sem hipóteses de defesa. E nu­ma altura em que já se conjugava a divisão de pontos, eis que o árbitro da partida decide, já em tempo de compensação, “estragar” o jogo com uma decisão inacreditável e extremamente prejudicial para os visitantes. Na sequência de um livre indireto, uma bola enviada para a área do Beira-Mar bate na barriga de um jogador que estava na barreira e o árbitro bracarense, para espanto geral, decide assinalar grande penalidade, que veio a ser transformada por Rodrigo Neto. Um lance caricato que provocou indignação e revolta dos adeptos aveirenses e de toda a equipa que viajou desde Aveiro.
Um rude golpe para o Beira-Mar que fez um bom jogo e que não merecia perder por causa de um lance escandaloso. Certo é que o União de Lamas venceu (2-1), somou três pontos e ultrapassou o seu adversário na classificação. Ao invés, a formação de Fabeta ficou ainda mais perto da zona de descida, tendo, agora, apenas mais um ponto do que a primeira equipa que está abaixo da “linha de água”. O próximo jogo, em Avei­ro, é frente ao último classificado e é obrigatório vencer.

Dezembro 15, 2025 . 08:10

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