
Faleceu o “Nani”, do Hóquei da Sanjoanense
«Faleceu o Sr. Hernâni, o Nani, o velhinho. Não há outra forma de dar a notícia que não queríamos dar». A secção de Hóquei em Patins da Associação Desportiva Sanjoanense (ADS) começa assim a publicação, na sua página do Facebook, sobre a «perda física» de uma das suas «peças basilares», e que pretende que seja «uma homenagem tão risonha como o sorriso que o Sr. Hernâni tinha todos os dias, mesmo naqueles em que andava mal disposto».
Nascido em São João da Madeira (SJM), na Rua Afonso de Albuquerque, como fazia questão de dizer, e residente em Samil, freguesia de São Roque, no concelho de Oliveira de Azeméis, Hernâni Costa tinha mais de 50 anos de filiação de sócio, tendo-lhe sido atribuído o emblema dourado na gala de centenário deste clube de SJM.
«”Nani” tinha uma dedicação que é difícil ou impossível encontrar nos dias de hoje», refere a estrutura da ADS na rede social, acrescentando que ele «fazia tudo, tudo o que a saúde lhe permitia». «E, felizmente, ainda lhe permitia fazer muito. Eletricista, mecânico, roupeiro, chefe dos porteiros. Fez tanta coisa», completou.
Ainda de acordo com a publicação, Hernâni Costa «começou a estar diariamente com a equipa, depois da nossa subida à I Divisão em 2014, deixando para trás a bilheteira nos jogos. Criou laços de amizade com dezenas de jogadores, treinadores, diretores», sendo «a figura mais conhecida do Hóquei da ADS junto dos adversários e dos árbitros».
«Há histórias, quase lendas, que ficarão na memória de cada um com quem ele conviveu. E por isso é que o nome Hernâni Costa vai continuar a ouvir-se durante muito, muito tempo no Caldeirão. Porque o legado que ele deixa tão cedo não se esquecerá», sublinha a estrutura da ADS.
Recorde-se que o jogo diante do OC Barcelos, agendado para o passado sábado, foi adiado, precisamente, na sequência de uma indisposição sentida por Hernâni Costa, durante o treino do dia anterior.
A publicação termina com uma mensagem dirigida à família enlutada e um sentido agradecimento ao falecido: «À família, o nosso natural e enorme abraço. Acreditem que, acima de tudo, perdemos alguém de quem gostávamos muito. Que deixa o clube e nós, amigos, mais pobres, mas com o caminho iluminado sobre o que é ser sanjoanense e bairrista. Obrigado, Nani».











