
Mais de 100 pessoas estão a caminhar na Feira na esperança de encontrar Lígia Oliveira
Passadas quase duas semanas desde que desapareceu na Unidade Local de Saúde de Entre Douro e Vouga, em Santa Maria da Feira (SMF), onde «tinha feito uma TAC [Tomografia Computorizada] e se encontrava à espera de ser vista por um ortopedista», segundo nos contou uma das netas, Lígia Oliveira continua a ser procurada incessantemente pela família, com o apoio de amigos, conhecidos e autoridades.
Neste momento, está a decorrer a “Caminhada de Esperança”, precisamente em SMF, «num raio de um a dois quilómetros junto ao Hospital de São Sebastião» e imediações, abarcando estradas e zonas de mato, em busca desta mulher de 84 anos, residente na freguesia de Ul (concelho de Oliveira de Azeméis), que está desaparecida desde o passado dia 26 de novembro. De acordo com o que disse Daniela Nunes, com base em imagens captadas através de videovigilância, Lígia Oliveira «foi vista pela última vez no estacionamento da loja Mercadona às 13.20 horas», ou seja, «20 minutos depois de a minha avó ter saído do hospital».
Entre familiares, amigos e populares em geral, foram mais de 100 as pessoas, maioritariamente de terras de La Salette, que, às 9 horas de hoje, se concentraram na entrada principal da unidade hospitalar feirense e que, depois de se dividirem por grupos, foram para o terreno, onde ainda estão. Também «uma equipa dos bombeiros voluntários da Feira “está a bater” o terreno até Espinho, para além de, há pouco, ter visto igualmente um carro da Guarda Nacional Republicana», acrescentou a neta, lamentando o facto de a Polícia de Segurança Pública (PSP) se ter apresentado «no local, no início, só para dizer que não podia participar» por motivos de força maior.
«Estamos a caminhar de forma a não deixar nenhum lugar por ver», garantiu Daniela Nunes, referindo ainda que, desde o desaparecimento, a família vai obtendo informações através do Ministério Público e da PSP.
A família continua a apelar a toda a população para que esteja atenta e comunique qualquer informação relevante, contactando as autoridades competentes ou ligando para o número 913 529 386 (chamada para a rede móvel nacional).
Lígia Oliveira tem 1,57 metros de altura e olhos claros. Recorda que se trata de uma situação particularmente delicada, uma vez que a octogenária sofre de lapsos de memória, episódios de confusão mental e desorientação, podendo estar extremamente débil, assustada e incapaz de pedir ajuda. À data do seu desaparecimento, não tinha identificação pessoal, telemóvel nem dinheiro.










