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«O respeito um pelo outro tem de estar sempre presente»

Pode haver um desporto que não tenha competição? Pode haver uma arte marcial onde o atleta não tem um adversário, mas sim um parceiro que o ajuda? Sim, pode, por isso, fomos saber mais sobre o aikido e sobre o trabalho excecional que o Mestre Carlos Portas desenvolve há mais de 20 anos em Aveiro

A ligação de Carlos Portas às artes marciais teve início aos 16 anos quando começou a praticar karaté. Foi para a Suécia, em 1982, onde, dois anos depois, conheceu um mestre japonês de aikido, Tomita, que acabou por estar na origem da sua entrada para a modalidade. Regressou a Portugal em 1993 e um ano depois abriu a sua primeira escola no então desi­gnado Ginásio Avenida. Mas, afinal, o que é o aikido? Trata-
-se de uma arte marcial japonesa criada pelo mestre Morihei Ueshiba e desenvolvida entre 1930 e 1960. Depois de ter praticado uma série de modalidades distintas, como, por exem­plo, o judo, o ioga, o jiu-jitsu, o karaté, entre outras, decidiu isolar-se completamente e criar o aikido, que, mais do que um desporto, é, acima de tudo, um conceito. «A ideia dele é que se todas as pessoas soubessem defender-se, teríamos um mundo melhor», explica Carlos Portas. O aikido é considerada a arte da paz, é uma arte não violenta e tida como a atitude ideal a adotar na sociedade. «O respeito um pelo outro tem de estar sempre presente», acrescenta o Mestre Carlos Portas.

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Novembro 16, 2025 . 07:35

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