
A instituição que apoia «cidadãos como qualquer um de nós» faz 50 anos
Um velho edifício da Avenida Artur Ravara está no centro do debate político em Aveiro. A sua demolição, destinada à ampliação do Conservatório de Música, tem aliados e adversários. A casa, se o projeto camarário for avante, continuará de pé por pouco tempo. Com os escombros da velha moradia desaparecerá uma parte importante da história da CERCIAV. Porque, para a instituição, foi ali que tudo começou.
«Foi a primeira resposta no distrito de Aveiro à pessoa com deficiência intelectual e a terceira no país, depois de Lisboa e Moita/Barreiro», explica Inês da Silva. Começou a funcionar, na sua sede original da Avenida Artur Ravara, a 16 de novembro de 1975, presidida por Maria Júlia Soares. Completa hoje, por isso, meio século de atividade.
Embora a sede permaneça em Aveiro, em São Bernardo, muitos dos serviços da Cooperativa para a Educação, Reabilitação, Capacitação e Inclusão de Aveiro estão concentrados nas instalações que a instituição ocupa na Gafanha da Nazaré, em Ílhavo. É lá que Inês, da direção técnica do Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI), nos aguarda para uma visita guiada ao complexo, uma ampla propriedade na Colónia Agrícola por onde estão distribuídas valências como o CACI, o Centro de Recursos para a Inclusão (CRI), o Centro de Reabilitação Profissional (CRP) ou o Centro de Recursos para a Qualificação e Emprego (CRQE). Durante uma manhã a assistente social mostra-nos tudo - as unidades funcionais, a cozinha, as estufas ou a quinta com galinhas, gansos, porcos ou cabras.
Ao início, explica a técnica, a principal preocupação da CERCIAV era assegurar o direito das crianças à educação. A Escola de Educação Especial acolheu, no final do primeiro ano letivo, um total de 30 alunos. A cooperativa, cinco décadas depois, é uma máquina muito maior, apoiando cerca de 500 pessoas nas suas várias respostas sociais.
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