
«O coração da diocese» bate há 75 anos
Passavam poucos minutos das 10 horas quando, no interior do Seminário de Santa Joana Princesa, enquanto apreciávamos um dos claustros, deixando-nos embalar pelo silêncio que contrastava com o ruído de várias proveniências de lá fora, avistámos ao longe o padre Pedro Barros. Este sacerdote de 40 anos, do concelho de Aveiro, é o atual reitor e foi quem conduziu a nossa reportagem, ao longo de uma “viagem”, àquele que, em tempos, D. João Evangelista de Lima Vidal classificou como «o coração da Diocese [de Aveiro]» - “viagem” idêntica à que todos são convidados a fazer ao longo deste ano jubilar, que será celebrado a partir de hoje até 14 de novembro de 2026.
Ordenados 85 presbíteros nestes 75 anos de missão
«O seminário é o coração de uma diocese, e o coração todos sabem que é o grande órgão da vida». Pronunciadas há 75 anos, as palavras proféticas do então arcebispo-bispo ainda ecoam hoje, com renovada força. Pela voz do padre Pedro Barros, como ouvimos na passada terça-
-feira, e de tantos outros.
Na Biblioteca D. António Francisco dos Santos, concretamente na Sala do Livro Antigo, que, por si só, «é já uma preciosidade», por “guardar religiosamente” inúmeras obras, algumas das quais - imagine-se - do século XVI -, o padre Pedro Barros “abriu-nos o livro da história” desta instituição aveirense, que já «molda gerações» há três quartos de século. «Aqui, já se formaram centenas e centenas de homens. A maioria, claro, não chegou a sacerdote, mas são homens que estão presentes na sociedade. Muitos têm uma vida ativa e também são testemunho daquilo que o seminário lhes deu para a sua vida», explicou o reitor, concretizando: dos 1.336 alunos que frequentaram o Seminário Menor [ou seja, que ali viveram internamente e estudaram até ao 12.º ano. Recorde-se que a última comunidade de Seminário Menor foi em 2020)], foram ordenados 85 sacerdotes, que, note-se, não são apenas da Diocese de Aveiro, uma vez que houve rapazes de outras dioceses também a andarem no Seminário Menor em Aveiro. É de notar ainda que, nestes dados, «não estão contabilizados aqueles que entraram apenas no Seminário Maior [ou seja, em estabelecimentos que acolhem seminaristas que já estão na fase final da sua formação superior e que, além das aulas, participam em atividades de oração, convivência e serviço pastoral, o que não é o caso do Seminário de Santa Joana Princesa]», conforme chamou a atenção o responsável.
Para continuar a ler este artigo
nosso assinante:
assinante:










