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Jacintos-de-água avançam sem travão em Cacia

A planta invasora ocupa as superfícies dos cursos de água e desequilibra seriamente os ecossistemas. Em Águeda, a praga é controlada, mas, em Aveiro, não

Anualmente, na área do município de Aveiro, os jacintos-de-água brotam, crescem, florescem e morrem, deixando um rasto de estragos pelo caminho sem qualquer intervenção que trave esta planta invasora que desequilibra seriamente o ecossistema e interfere nas ativida­des humanas, como está a a­contecer nesta altura. Tem sido assim, no Rio Vouga, em Cacia, en­quanto o município vizinho de Águeda tem uma ceifeira que reduz o problema.
Em Aveiro, o problema subsiste todos os anos e nada tenta impedir a proliferação da planta. Jorge Almeida, que preside, des­de março último, à Comunida­de Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA), organização que reúne 11 municípios, diz que, na região de Aveiro, a decisão dos últimos anos tem sido a de atribuir a responsabilidade de atuação à Agência Portuguesa do Ambi­ente (APA).
Também preside à Câmara de Águeda, mas aqui a autarquia tem combatido esta invasão, o que faz há duas décadas, sendo que, desde setembro último, dispõe de uma nova ceifeira aquática que aumentou a capacidade de trabalho. Jorge Almeida diz que a nova máqui­na «multiplica a capacidade de trabalho em seis ou sete vezes», comparando com a ceifeira anterior, sendo que tem atuado na pateira, nas zonas de Fermentelos ou Óis da Ribeira, mas já a­vançou para Requeixo, no mu­nicípio vizinho de Aveiro, da­da a movimentação das plan­tas conforme a direção do vento.

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Novembro 5, 2025 . 08:00

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