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Maus tratos leva ao encerramento de lar ilegal

Quatro meses de investigação culminaram na identificação de duas pessoas, no encerramento do lar e na retirada à mãe de uma bebé de dois anos

A GNR encerrou um lar ilegal no concelho de Oliveira do Bairro, tendo «identificado uma mulher de 34 anos e um homem de 18 anos por maus tratos a idosos», anunciou ontem aquela força de segurança.
A investigação do Comando Territorial de Aveiro decorria há quatro meses e incidia na prática reiterada de crimes de maus-tratos físicos e psíquicos sobre idosos.

Crimes reiterados
«Os militares da Guarda realizaram diligências policiais que permitiram apurar que os suspeitos desenvolviam a atividade de acolhimento de idosos em residências arrendadas, sem que os espaços em questão possuíssem condições adequadas para acolher os idosos ali residentes», refere a GNR, acrescentando que foi também confirmado que os «cuidadores dos idosos não eram detentores de formação profissional adequada». As investigações começaram em maio, quando a mesma mulher foi identificada pela prática deste mesmo tipo de crime, numa casa em Bustos que funcionaria como lar ilegal, vindo a culminar na passada quarta-feira, com o encerramento de outra estrutura, agora a funcionar em Oliveira do Bairro, e na identificação dos infratores.
«No decorrer das diligências procedeu-se à retirada de quatro idosos que foram encaminhados para respostas na região. Três para a rede de apoio da Segurança Social, nomeadamente para instituições de Anadia, Águeda e São João da Madeira, e um entregue aos cuidados de familiares.
Bebé de dois anos
em condições desumanas
Desta operação fez, ainda, parte a retirada à mãe e sinalização, junto da Comissão Proteção de Crianças e Jovens, de uma criança de dois anos, filha da única colaboradora deste lar e que, segundo as autoridades, vivia num anexo da casa onde o lar funcionava, em condições consideradas desumanas.
A criança foi encaminhada para uma instituição de solidariedade social de apoio a menores em risco e, segundo a GNR, será agora acompanhada de perto pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens.
Os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial de Águeda e cabe agora ao Ministério Público dar continuidade às investigações. A mulher que explorava o lar e o homem de 18 anos, ambos identificados, podem vir a ser constituídos arguidos.

Ação concertada
A ação contou com o apoio da Autoridade de Saúde de Oliveira Bairro, da Segurança Social de Coimbra, da Segurança Social de Aveiro e da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Oliveira do Bairro.
Nos últimos dois anos e meio, a Segurança Social encerrou 307 lares de idosos por falta de condições e identificou mais de 630 estabelecimentos ilegais. |

Novembro 3, 2025 . 08:00

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