
Visitas guiadas ao património funerário de Aveiro
Como disse este agente funerário de Esgueira e também colecionador, «foi a primeira vez» que Aveiro integrou este evento organizado pela Câmara Municipal (CM) de Lisboa com vários parceiros.
Falamos das visitas guiadas “Berço da Memória” promovidas pelo próprio, «sem qualquer apoio institucional». Mediante a sua disponibilidade (visitas têm de ser marcadas previamente), e sem cobrar o que quer que seja, Fernando Oliveira é o cicerone de um périplo que começa na Agência Funerária Gamelas, da qual é um dos sócios-gerentes, e continua, em carro fúnebre clássico, em direção ao Centro Funerário de Aveiro, passando em frente à CM para «se poder apreciar o edifício e comparar com a frontaria de um jazigo de família que tem o mesmo tipo de tijolo exterior e interior». Ao longo do percurso, os visitantes veem ainda «a [estátua da] Maria da Fonte para ficarem a saber um pouco da revolução popular que houve contra a proibição dos enterros nas igrejas [e não só]». Chegados ao Centro Funerário, é-lhes explicado o processo da cremação e quais as situações em que esta não é permitida. Já no Cemitério Sul são mostradas sepulturas antigas; bem como o “talhão da infância” (Fernando Oliveira aproveita para dar nota do decréscimo da morte infantil de 1970 até hoje) e o columbário (local verde aprazível, com um riacho).
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