
Ribau contra a «brincadeira» burocrática que atrasa o desenvolvimento
Uma «revolta» de Ribau Esteves e do presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Pimenta Machado, reverteu um parecer «chumbado» pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), que impedia avanços no processo para a edificação do eixo rodoviário Aveiro-Águeda.
O dito parecer negativo aludia, nomeadamente, a ameaças do traçado a voos de aves, mas, com a intervenção do autarca e do dirigente mor da APA, em 11 dias, esse parecer tornou-se positivo. «Brinca-se», sublinhou, sobre casos como este, que impactam nos planos municipais e regionais e na qualidade de vida das populações.
Em sessão da “Plataforma Cidades”, na qual abordou os seus 30 anos de serviço público, o presidente cessante do executivo aveirense voltou à carga contra aos procedimentos burocráticos de organismos estatais, aos quais chamou «doença horrível».
Sem dúvida de que «o país está prisioneiro de uma teia burocrática», enfatizou, avisando que os cidadãos e os investidores «querem é saber» quais as respostas práticas aos seus anseios e projetos. Vincou que uma câmara deve «organizar-se para responder com eficiência e em tempo útil».
Ribau ainda acentuou o decréscimo de qualidade das assessorias dos membros do governo, testemunhando que os gabinetes têm sido preenchidos com quadros «pouco qualificados». Estendeu, porém, o problema à generalidade das instituições e organismos públicos, incluindo as autarquias, com nota de que «toda a gente tem problemas de recrutamento», mas – avisou – que o setor privado «pode pagar o que quer», ficando em vantagem.
Criticou a tabela salarial imposta aos autarcas e decisores públicos e disse que tinha proposto na Associação Nacional de Municípios – que, contudo, não acolheu a proposta e não a levou ao governo – que os vencimentos dos funcionários municipais fossem aumentados, «de imediato», em 30 por cento.
Na reunião da “Plataforma Cidades”, Ribau Esteves abordou as reformas que empreendeu nas câmaras de Ílhavo e de Aveiro, salientando que, no governo local aveirense, entrou com um orçamento de 44 milhões de euros e 800 trabalhadores ao serviço e sai com um orçamento de mais de 180 milhões e 550 funcionários municipais, excluindo-se os trabalhadores das escolas.










