
Murtosa celebra 99 anos de história e de identidade coletiva
O município da Murtosa vestiu-se, ontem, de gala para encerrar as celebrações do 99.º aniversário da sua emancipação administrativa, afirmando-se, desde então, como um dos pilares da região de Aveiro.
O culminar de uma semana de comemorações teve lugar nos Paços do Concelho, onde foram distinguidas com a Medalha de Mérito Municipal - Grau Ouro a Associação Cultural e Desportiva do Monte (ACDM) e o Grupo Musical Bunheirense (GMB), que celebram meio século de atividade.
Na sua intervenção, o presidente da câmara municipal, Januário Cunha, sublinhou o espírito de determinação que caracteriza os murtoseiros. «Há 99 anos, neste dia, a Murtosa e os murtoseiros conquistaram o direito de serem senhores do seu destino coletivo», afirmou, recordando que a emancipação foi o «culminar de um longo percurso de 27 anos», conduzido por «homens determinados e inconformados».
O autarca destacou ainda o papel fundamental do tecido associativo no concelho. «As associações, nas mais diversas áreas, da cultura ao desporto, passando pelo apoio social, têm sido um verdadeiro alfobre de cidadania e de serviço ao bem comum», frisou, acrescentando que as distinções atribuídas à ACDM e ao GMB «interpretam bem o sentimento generalizado da comunidade, na expressão de gratidão a todos aqueles que servem, de forma desinteressada, o concelho da Murtosa».
O presidente aproveitou a ocasião para anunciar o arranque oficial das comemorações do Centenário da Emancipação, que se assinalará em 2026. «O simbolismo da data convoca-nos a todos para preparar um programa comemorativo que exalte e dignifique a nossa história coletiva», afirmou o autarca .
Associações como coração do município
A presidente da ACDM, Ana Tavares, agradeceu o reconhecimento e sublinhou o papel das coletividades no desenvolvimento local. «Não podia deixar de agradecer a todos os presentes por este reconhecimento», afirmou, destacando que a ACDM«está ao serviço das freguesias e das suas populações». A dirigente lembrou o percurso da associação, marcado pelo esforço coletivo.
«Há cinco anos não havia nada. Havia vontade e um grupo de pessoas que, com pá e pico, começaram a construir o que hoje se vê. Quem está agora apenas mantém o que foi feito por quem acreditou desde o início», sublinhou. Também Celine Godinho, presidente do GMB, destacou o contributo na história do munícipio. São «cinquenta anos de vida, de sons, de cor e de emoção; 50 anos de sonhos partilhados, de pessoas que acreditaram que a música podia unir». A dirigente considerou que o GMB é «um coração que bate no ritmo da nossa terra», afirmou, sublinhando que este reconhecimento «pertence a todos os que, ao longo destes 50 anos, deram tempo, talento e alma ao projeto», destacou.
As celebrações dos 99 anos da Murtosa encerraram com um sentimento partilhado de orgulho e continuidade. Para o presidente da câmara municipal, «a Murtosa de hoje é um legado que recebemos», resultado do esforço das gerações anteriores. «A Murtosa, devemos construí-la todos os dias, com entrega e sentido de serviço, é a melhor homenagem que podemos prestar aos nossos precursores», concluiu o autarca durante a sessão











