
«Não há casa que não chore a morte» de Susana Gravato
À semelhança da cor do céu, o dia de ontem foi cinzento, sombrio. «Foi um dia de dor e de uma comoção brutal», como nos confidenciou uma amiga que participou nas cerimónias fúnebres de Susana Gravato, de 49 anos, que sobrelotaram a Igreja Matriz da Gafanha da Boa Hora, e que não quis se identificar.
Respeitando um pedido feito, no dia anterior, pelas advogadas mandatárias da família no sentido da «reserva à intimidade e reserva da vida privada familiar», o Diário de Aveiro (DA) não esteve presente no funeral, mas soube, entretanto, que mais de mil pessoas (entre familiares, amigos, autarcas, representantes do associativismo concelhio, advogados, populares, etc.) fizeram questão de testemunhar o “último adeus” à advogada, vereadora cessante do PSD na Câmara de Vagos, mas, sobretudo, uma filha da terra - leia-se uma filha da Gafanha da Boa Hora, onde vivia «intensamente» e sempre de «sorriso no rosto» desde os 6 anos de idade. Dada a exiguidade da igreja nem todos puderam assistir à missa celebrada pelo pároco, padre Fernando Lacerda Ferros, mas os que o fizeram, incluindo esta amiga da Praia da Vagueira com quem trocámos impressões, falaram de «uma cerimónia muito bonita», «com uma homilia personalizada, dirigida à pessoa que ela era».
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