
No futuro, a segurança rodoviária dependerá cada vez menos do condutor
Eletrificação, apoio à travagem, sistemas de apoio à direção que mantêm o carro dentro dos limites da estrada, sensores de parqueamento e sistemas de “cruise control” que garantem a circulação dos automóveis a uma velocidade constante, mantendo uma distância de segurança em relação aos demais veículos são apenas algumas das inovações alcançadas pelo setor automóvel nos últimos anos. Mas, o futuro é um em que o automóvel vai ganhar as funcionalidades que o condutor vai perder.
«Neste momento, aquilo que temos é o carro com uma assistência à condução, mas estamos a evoluir no sentido em que precisaremos cada vez menos do condutor», diz Susana Sargento, professora catedrática na Universidade de Aveiro (UA) e investigadora sénior do Instituto de Telecomunicações (IT), ouvida pelo nosso jornal. Segundo a académica, os automóveis estão a deixar de ser «peças» adquiridas pelos consumidores, para passarem a ser uma espécie de «robôs» prestadores de serviços que conseguem processar cada vez mais informações e dispensar de duas mãos humanas ao volante.
Neste caminho em direção à condução autónoma, a Inteligência Artificial (IA) desempenha um papel fundamental. «Quando colocamos um veículo a tomar decisões por si, a IA permite ter uma base de dados de todas as possíveis situações numa estrada e isso é extremamente importante, porque, a partir daí, é possível detetar padrões e tentar proceder a partir deles», explica a investigadora do IT. Também alimentadas por IA, a conectividade e a comunicação entre veículos e infraestruturas será o próximo passo.
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