
Abre amanhã a maior exposição de cerâmica artística de Aveiro
A XVII Bienal Internacional de Cerâmica Artística de Aveiro começa amanhã, mas desde o início da semana que há sinais do evento no exterior, como acontece no Rossio, com peças para apreciar, de autores convidados pela autarquia que organiza o evento. Por exemplo, a peça da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa apresenta o projeto “Cúmulo”, que conta com a participação de 24 estudantes de mestrado e estagiárias “Erasmus+” de nove nacionalidades.
O “Cúmulo” integra o programa “Exposições/artistas convidados” do projeto “Múltiplos” da Bienal. Ao lado, também no relvado, a Escola de Arquitetura, Arte e Design do Minho apresenta a peça “Enquanto espero… o jogo, o tempo e a escolha num processo de uniformização” desenvolvido pelos alunos do 3º ano da licenciatura em Artes Visuais. Vizinhos destes está o Instituto Politécnico de Viana do Castelo com a peça “Acásico”. Todas inspiradas na memória fabril da cerâmica de Aveiro.
Abertura da Bienal e novo museu
Enquanto a antiga biblioteca municipal se prepara para ser adaptada a museu da Bienal, a partir de amanhã, a cidade recebe e expõe até 18 de janeiro, entre outubro e janeiro do próximo ano, criações «de todo o mundo, obras únicas e um programa que celebra a criatividade, a tradição e a inovação na cerâmica», segundo a Câmara que anuncia a abertura de um «palco da cerâmica artística contemporânea e um espaço de experimentação, criatividade e diálogo».
Na abertura da Bienal, serão entregues os prémios e menções honrosas. Foram atribuídos três prémios principais, no valor de 13.000 euros, 8.000 euros e 6.000 euros que serão revelados amanhã.
«Inovação estética”, “novos caminhos na cerâmica artística contemporânea” e reforço do posicionamento de Aveiro como «cidade de referência neste setor», são objetivos da Bienal.
Concorreram 782 obras
Este ano, a bienal recebeu 488 candidaturas a concurso, correspondendo a 782 obras de artistas de 62 nacionalidades. O júri selecionou 110 obras de 96 artistas de 36 nacionalidades.
Para a Câmara, a Bienal é «muito mais do que um concurso internacional», abrindo um «palco mundial da cerâmica artística contemporânea» durante três meses, apresentando 12 exposições em museus e galerias da cidade - com um “Passaporte Bienal” de cinco euros - mas também na rua, para conhecer «artistas consagrados» e «talentos emergentes» de vários percursos artísticos.
Além das peças em exposição, o programa da Bienal inclui workshops sobre «técnicas ancestrais como o Rakú, a roda de oleiro ou o kintsugi moderno», «modelação de emoções» ou a «criação de filamentos e texturas», drigido a «curiosos» e «ceramistas emergentes».










