
Universidade em festa mas com sinais de alarme
A cerimónia de abertura do ano letivo na Universidade de Aveiro (UA) foi um momento festivo - houve momentos musicais, entrega de prémios e palavras, como a do reitor, anunciando um «novo ciclo de descobertas, desafios e esperança». Mas foi sobretudo um evento carregado de mensagens de preocupação, ouvidas de Paulo Jorge Ferreira e da presidente da Associação Académica (AAUAv), Joana Regadas.
As condições de acesso ao ensino superior tornaram-se «mais exigentes» e o número de candidatos ao concurso nacional «ressentiu-se e baixou cerca de 16 por cento», o que é, assumiu o reitor, «motivo de preocupação». «Portugal precisa de pessoas qualificadas. Num país em declínio demográfico e olhando à grande aceleração tecnológica, não podemos perder talento», avisou, pedindo «maior fluidez» entre o ensino secundário e as universidades.
Na UA houve menos colocados do que vagas, seguindo a tendência nacional, mas, como sinal positivo, as notas «continuaram a melhorar de forma expressiva». Face a 2019, o número de colocados em primeira opção com nota superior a 18 triplicou, deu como exemplo.

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