
Passos solidários contra o cancro da mama
A prevenção do cancro da mama, em especial o alerta para a importância do diagnóstico precoce, “coloriu” as ruas da cidade de Aveiro, com cerca de duas centenas de pessoas a participarem na Caminhada “Pequenos Passos. Grandes Gestos”, que se realizou na tarde de ontem, com partida, às 15 horas, do largo do Mercado Manuel Firmino.
Sob organização do Movimento “Vencer e Viver” (MVV) do Núcleo Regional do Centro (NRC) da Liga Portuguesa Contra o Cancro, o evento inseriu-se no programa “Outubro Rosa”, que aposta em iniciativas que visam sensibilizar para as problemáticas relacionadas com o cancro da mama. Os participantes foram convidados a deixarem um donativo, que reverte para os cofres da Liga.
Eliana Gonçalves, psicóloga do NRC, sublinhou o caráter determinante da deteção precoce da doença, com nota de que este «passeio» pelas artérias citadinas contribuirá para tornar as pessoas mais conscientes quanto aos desafios impostos pelo cancro.
Salientou que o “Outubro Rosa” já foi às escolas e anunciou que, na tarde do dia 18 deste mês, o edifício ATLAS, em Aveiro, acolherá uma mostra sobre o cancro da mama, para cuja realização estão «a colaborar crianças de jardins de infância» e que legará «mensagens de esperança». Uma tertúlia com especialistas de oncologia e nutrição do Hospital de Aveiro e com representantes da área da Psicologia da Liga abordará as várias facetas do combate ao cancro da mama.
Abílio Rodrigues e a sua prima Maria Odete Silva vieram da Branca para a caminhada. Ele foi desafiado por ela, que já tinha participado no ano passado, e ambos reconheceram o interesse desta iniciativa.
Maria Odete testemunhou que acompanhou «intensamente» uma amiga tocada por esta doença e frisou que é muito importante apelar à prevenção. Voluntária há 10 anos no MVV, Alda Carvalho explicou que o movimento presta um precioso «apoio emocional e material » às doentes e a suas famílias. As voluntárias têm experiência na luta contra o cancro e a sede, na Rua de Espinho, 19, em Aveiro, está aberta à quarta-feita à tarde e na manhã de sábado. «Vivemos o drama e sabemos o que as doentes precisam de nós», enfatizou ainda.










