
Plano aprovado mas a oposição quer mais habitação
O Plano de Pormenor do Parque Desportivo de Aveiro (PDA) foi aprovado pela Assembleia Municipal com os votos contra de todas as bancadas da oposição que não ficou convencida com os argumentos apresentados pelo presidente da Câmara, Ribau Esteves, quanto à possibilidade de licenciar habitação, comércio e hotelaria, o que não acontecia anteriormente. «É a diferença que vai nascer hoje, a possibilidade de fazer», disse o autarca
Com o PP, e havendo interesse de empresas e capacidade construtiva, os projetos podem obter licenciamento municipal. A maioria do capital da empresa PDA é da Visabeira, enquanto a Câmara, que detém 46 %, conseguiu na reunião da Assembleia Municipal a aprovação do PP que pode viabilizar o avanço de investimentos.
As intervenções das bancadas da oposições foram, principalmente, relativas à habitação. Nuno Teixeira, do PCP, começou por dizer que a habitação «está num “cantinho”» e Jorge Gonçalves, do PS, disse que este PP não resolve as «carências habitacionais», deparando-se com a possibilidade de construir «169 fogos 8na modalidade de custos controlados) em 2700 possíveis». Mas Ribau Esteves disse que há dificuldade em encontrar empresas interessadas em construir habitação a custo controlado, devido ao lucro inferior que é conseguido comparando com o mercado normal, além de lembrar que «foi o PS que destruiu o Instituto de Habitação e de Reabilitação Urbana», o organismo do Estado que apoia a habitação a custos controlados. Por isso disse à oposição para se mudarem «para o mundo real». Mas, Jorge Gonçalves do PS ainda perguntou onde está a preocupação social dos políticos?», mas não obteve resposta. Sobre a falta de habitação a preços acessíveis, justificou-a com a elevada procura.
A passagem da Visabeira a sócio maioritário da PDA «ajuda a explicar um aumento exponencial da capacidade construtiva, em dez hectares da Reserva Ecológica Nacional, mas não aumenta o número de habitações a custos controlados e como a Câmara é minoritária está de mãos atadas», lamenta o bloquista João Moniz que deixou uma pergunta: «quem vai beneficiar das infraestruturas?». Esperando que seja possível revogar o PP, João Moniz questionou a votação deste assunto durante a campanha eleitoral e Gabriel Bernardo, do Chega, perguntou «qual é a pressa?» criticando também este debate a «quatro dias das eleições autárquicas», defendo que deveria ser o próximo Executivo a colocar o assunto à votação.
Depois de ouvir a oposição, que também se referiu à falta de transportes públicos de ligação da zona do Estádio a outro pontos do município, Ribau Esteves disse que «os pais não mostraram interesse», nomeadamente dos jovens que praticam futebol. João Rodrigues, do PAN, lamentou haver, apenas, «alguma habitação» mas Jorge Girão, do CDS, valorizou um PP que resolve enquanto «os mais críticos não o fizeram durante anos e anos» e Manuel Prior do PSD destacou a possibilidade de terminar com os atrasos deste processo.














