
«O nosso grande problema é não conseguirmos chegar a todos»
A gala de celebração, ou a «festa familiar», nas palavras de João Maia Marques, presidente da direção da Florinhas do Vouga, vai começar pelas 21 horas e contar com o «leilão silencioso» de peças da Vista Alegre e da Costa Nova, assim como de duas pinturas de Júlio Pires. Traçando um retrato da evolução da IPSS, que presta apoios a cerca de 350 utentes, o dirigente esboça também um retrato dos problemas sociais que mais assolam o concelho nos dias de hoje.
Diário de Aveiro: Que balanço faz destes 85 anos de atividade?
João Maia Marques: Durante estes 85 anos fomo-nos adaptando aos tempos. Somos uma família e damos respostas aos problemas que surgem em cada tempo. A IPSS foi fundada em 1940 para acolher crianças e jovens, conseguindo-se que fossem as irmãs, as chamadas “criaditas dos pobres”, que administrassem esses primeiros tempos. Desde a fundação até setembro de 1989, a instituição ficou mais institucionalizada, adaptando-se às necessidades da nossa comunidade. Mais tarde, focámo-nos muito em Santiago, expandimos naturalmente para a educação e depois fomos avançando com outras respostas. Uma das últimas que criámos foi a ERPI, mas temos também um centro comunitário com refeitório, a cozinha social, a Ceia com Calor e o balneário. Quem está abandonado, quem anda sem-abrigo, tem aqui um local para tomar banho, lavar roupa e obter roupa e calçado de substituição. Temos equipas de rua muito importantes, como a equipa de intervenção direta e a do Projeto GIROS.
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