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Ria Jazz Orchestra em palco com a singularidade de Edmundo Inácio

Sábado, no Teatro Aveirense, às 21.30 horas, a “big band” da Banda Quinta do Picado volta a unir-se à voz que reinterpreta “Quem me dera”

Com bilhetes ainda disponíveis a 12 euros, (reservas: 961459856 – chamada para rede móvel – ou e-mail: [email protected]), a música vai acontecer no Teatro Aveirense e, de acordo com o Maestro e Diretor Artístico da Ria Jazz, o público «pode esperar uma noite de grande intensidade emocional e artística. Será uma fusão entre a energia poderosa de uma “big band” e a identidade única de Edmundo Inácio, num concerto pensado para emocionar, surpreender e envolver do primeiro ao último acorde».
Com 30 músicos em palco, alguns deles a juntarem-se pela primeira vez a esta formação da Banda Quinta do Picado, Hélder Pereira justifica o regresso de Edmundo Inácio com a sua singularidade, capaz de «ligar a tradição musical portuguesa a uma linguagem contemporânea e universal. A química entre ele e a RIA Jazz Orchestra ficou evidente no primeiro encontro, e sentimos que havia ainda muito por explorar. Este regresso é a oportunidade de aprofundar essa colaboração e levá-la a um novo patamar», avançou ao Diário de Aveiro. Segundo o maestro, será um reencontro de maior maturidade artística, com arranjos pensados de raiz para explorar a riqueza da música do Edmundo e a orquestra assumir um papel mais criativo. «Será um concerto mais ousado, mais profundo e com surpresas que não se ouviram anteriormente».
O concerto terá um alinhamento de nove temas, maioritariamente interpretados com o Edmundo Inácio, porém, «a Ria Jazz Orchestra terá também momentos em palco a solo, para que o público possa ouvir a orquestra na sua máxima expressão». Os arranjos musicais foram concebidos por Marco Freire (FEK) e Andreia Santos, «dois músicos e arranjadores de enorme talento, que trouxeram novas cores e possibilidades às canções do Edmundo».
Com uma duração prevista de 70 minutos, «divididos entre momentos de grande intensidade e outros mais intimistas, para criar uma dinâmica variada ao longo do espetáculo», o cantor virá acompanhado pelo seu diretor musical e guitarrista, Hugo Minds.
Para este concerto acontecer são fundamentais os apoios de mecenas e patrocinadores, peças determinantes na atividade da associação, permitindo-lhe crescer de forma equilibrada e integrada. Neste enquadramento, conta com o apoio do município de Aveiro e da Junta de Freguesia de Aradas, bem como de diversas instituições privadas, como a Ponto Urbano, patrocinador principal deste espetáculo.

«O fantástico trabalho das bandas filarmónicas»

Carlos Oliveira é o atual presidente da direção da Banda Quinta do Picado e admitiu ao Diário de Aveiro que sente um orgulho enorme em dar continuidade a estes concertos anuais. «Cada apresentação transforma-se num momento único, que valoriza a Associação, os alunos, músicos, famílias, amigos e todos os admiradores. Estes concertos são muito mais do que música: são celebração, são vida, são memórias que ficam gravadas no coração de todos os que participam. São oportunidades de fortalecer a nossa comunidade, enriquecer a vida cultural da região e criar experiências que, sem dúvida, setornam inesquecíveis».
O concerto da Ria Jazz Orchestra acontecer no Teatro Aveirense é um desafio acrescido, pela responsabilidade e pela exigência que um palco desta dimensão implica. «É uma sala de prestígio, com história e tradição, que merece da nossa parte a máxima dedicação. Ao mesmo tempo, é também uma enorme motivação para todos os músicos, pois permite mostrar o nosso trabalho num contexto de excelência».
Carlos Oliveira lamenta que o reconhecimento público do trabalho que as bandas filarmónicas desenvolvem está aquém do merecido, «devia ser encarado como serviço cultural de interesse público, digno de mais apoio por parte dos poderes públicos, entidades culturais e sociedade em geral». E especifica, «no nosso caso gravitam à volta da Associação mais de uma centena de famílias, dos quais emergem 81 alunos da Academia e 76 músicos na Banda Filarmónica».
Sobre ter aceite o desafio de assumir a direção, avança que «foi um ato de serviço e de missão», motivado pela «causa do ensino da música através da nossa academia, com 81 alunos matriculados, a partir dos quatro anos, refletindo o papel fundamental que desempenha na formação das novas gerações». Moveu-o também a vontade de contribuir para a divulgação da música, através da Ria Jazz Orquestra, dos Nameless Brass Band, das Modinhas e da Banda Filarmónica, com 76 músicos efetivos levando a música por esse Portugal, onde procuramos dignificar o nosso nome, a região e a nossa arte».
Cerca de um ano depois, faz um balanço muito positivo desta missão. Reconhece que estas associações conseguem envolver diferentes franjas da sociedade, integrando-as em projetos de interesse comum, o que resulta num processo social harmonioso, equilibrado e inclusivo. «A música liga iniciativas, pessoas e valores, permite que a arte se torne numa expressão cultural e num instrumento de coesão e desenvolvimento comunitário».
Relativamente às dificuldades encontradas, aponta a falta de recursos materiais, nomeadamente fundos financeiros. «Quando dispomos de algum orçamento, tudo é cuidadosamente contabilizado e exaustivamente escrutinado cêntimo a cêntimo. As decisões tornam-se inevitavelmente difíceis, como por exemplo determinar as prioridades».

 

Outubro 1, 2025 . 09:15

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