
É de Aveiro e participa no projeto “Telephone”
Segundo a artista, a residir em Aveiro, trata-se de «um projeto de arte inovador que está a criar ligações além-fronteiras através de uma reinterpretação criativa da brincadeira infantil “telephone”», sendo esta a sua terceira edição. Transformar «a expressão artística em diferentes meios, à medida que as obras evoluem da pintura para a música, da poesia para a dança, criando uma cadeia sem precedentes de colaboração artística global» é o grande objetivo deste projeto, que surgiu em 2010, em Nova Iorque, para se tornar maior do que a Bienal de Veneza, apresentando agora mais de 1.250 artistas de 880 cidades de todo o mundo.
Na prática, de acordo com Cristina Maya Caetano, os «artistas recebem trabalhos anónimos de colegas de todo o mundo, interpretam-nos no seu próprio meio e de acordo com a sua arte e enviam para o “Telephone”, criando uma rede de interpretação artística em expansão exponencial».
Cada nova obra é, depois, passada a vários artistas, criando caminhos ramificados de evolução artística. As identidades dos artistas participantes permanecem anónimas até à revelação final.
«O jogo representa um contraponto poderoso às tendências globalistas atuais», afirma a propósito o fundador, Nathan Langston, considerando que “Telephone” «cria ligações humanas tangíveis entre artistas que, de outra forma, poderiam nunca se encontrar, transcendendo fronteiras nacionais e culturais». O projeto recebeu, desde o início, uma atenção significativa da crítica, com cobertura no The New York Times, Hyperallergic, SeaYle Times e Poets & Writers Magazine. As edições de 2015 e 2021 atingiram centenas de artistas em todo o mundo, com a versão atual a marcar a sua escala mais ambiciosa.
Recorde-se que Cristina Maya Caetano também foi selecionada para participar na importante “Busan Internacional Environment Art Festival - The lost Center”, na sua 22.ª edição, a decorrer em Busan, na Coreia do Sul, desde o dia 1. Esta edição conta com a participação de 642 artistas, de 80 países, e os trabalhos estarão expostos até ao dia 26 de fevereiro de 2026. Refira-se que apenas duas artistas portuguesas foram selecionadas para este evento.












