
Maçonaria marca o regresso das conversas sobre história local
«Manter-se-á o formato de uma exposição a cargo de um palestrante convidado, com a duração aproximada de uma hora, seguida de uma conversa com a audiência onde podem ser colocadas questões, levantadas dúvidas e esclarecidos detalhes, para que haja uma cabal compreensão da exposição realizada. Contribuições, achegas e outras interpretações da audiência são naturalmente, bem-vindas», refere o historiador.
A primeira conferência desta temporada tem lugar no próximo dia 27, com o tema “Aveiro, Terra de Luz e Liberdade (1820–1934)”, a cargo de Sérgio Coelho, professor Adjunto da Escola Superior de Educação/Politécnico do Porto. É membro do Conselho Técnico Científico da ESE/U. do Porto e da Comissão Científica da Licenciatura em Gestão do Património Cultural. Faz ainda parte da Comissão Científica do Mestrado em Património, Artes e Turismo Cultural sendo Investigador Integrado do INED/ESSE. É ainda membro da Comissão Científica da Comissão Portuguesa de História Militar e Auditor de Defesa Nacional.
Este tema «é a afirmação das ideias liberais (e também maçónicas) em Aveiro e Portugal ao longo de mais de 100 anos. A cidade acolheu uma das primeiras lojas maçónicas fora dos grandes centros, na Quinta dos Santos Mártires, reunindo figuras ilustres como juristas, militares e homens de letras que marcaram a luta contra o absolutismo», avança Francisco Messias.
A revolta de 1828, em Aveiro, vai também estar foco. «As consequências funestas para os heróicos resistentes ao absolutismo, não extinguiu a chama e o desejo de liberdade: José Estêvão, tribuno de Aveiro, e Sebastião Magalhães Lima, de raízes aveirenses, ascenderam a Grão-Mestres da Maçonaria, projectando a cidade no plano nacional. Com a República, Aveiro tornou-se baluarte do ideário progressista, mas a repressão salazarista obrigou a Maçonaria à clandestinidade. Recordar esta história é reconhecer Aveiro como cidade de liberdade, fraternidade e vanguarda política, onde a coragem maçónica deixou marcas indeléveis».












