
«Havia uma parte da minha voz que pedia para ser ouvida de forma mais clara»
Depois de participações em projetos como Moonshiners, Siricaia, Estro/Watts ou Sangue Suor, Susie Filipe achou que era tempo de desenvolver um projeto a solo. Dessa «necessidade» de trabalhar sozinha nasceu “Em tempo real”, um «retrato sincero» de quem é. No próximo sábado (21.30 horas), a compositora e intérprete de Anadia apresenta o seu primeiro álbum no Teatro Aveirense.
Diário de Aveiro: Nasceu em Anadia em 1988. Como foi a sua infância?
Susie Filipe: Nasci em Anadia e cresci num ambiente muito ligado à família e à terra. A infância foi marcada por uma grande curiosidade e uma energia criativa que precisava sempre de espaço para se exprimir. Lembro-me de estar constantemente a inventar mundos, a dançar, a cantar ou a desenhar. Era uma menina sonhadora, mas também inquieta, sempre em busca de novas formas de me ligar às pessoas e às histórias à minha volta.
De que maneira começou a relacionar-se com a cultura e as artes?
O meu primeiro contacto com as artes foi muito natural. A música estava presente em casa e desde cedo procurei atividades onde pudesse expressar-me: ballet, rancho e ginástica artística. Eram formas diferentes de comunicar, mas todas me ajudavam a descobrir o corpo, o ritmo e a expressão. A cultura entrou na minha vida como uma extensão daquilo que já sentia por dentro - uma necessidade de transformar emoções em movimento, som e palavra.
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