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4.332 Visitantes em 365 dias de Museu Fábrica da História - Arroz

Este último fim de semana comemorou-se o primeiro aniversário com várias iniciativas, entre as quais a inauguração do Percurso Sonoro e Emotivo, onde, de facto, “a emoção fala mais alto”

Encontrámos Carlos e Patrícia Valente, ontem de manhã, no Museu Fábrica da História - Arroz a iniciar o recém-inaugurado Percurso Sonoro e Emotivo. O casal, oriundo de Canelas, não pôde participar na visita emotiva inaugural do dia anterior, mas não quis deixar de fazer esta «viagem pe­los ecos de um lugar [da antiga “Hidro-
-Eléctrica” de Estarreja - Fábrica de Descasque de Arroz] onde o tempo ainda sussurra». Ainda mais quando os dois figuram entre os poucos orizicultores que, presentemen­te, labutam no «único concelho do distrito de Aveiro onde se produz arroz». No município de Estarreja há mais pessoas a cultivarem o cereal para consumo próprio, mas os que o fazem, também, para venda ao público são só três (dois produtores particulares e a Junta de Freguesia de Salreu).
Patrícia Valente, de 48 anos, dedica-se única e exclusivamente à cultura do arroz. O marido, dois anos mais novo, tem outra profissão, que acumula com a orizicultura. «Isto já vem de família», contou à nossa reportagem Carlos Valente, concretizando: «Quando o meu pai quis deixar de produzir agarrei nos terrenos e continuei eu a produzir, tendo acabado por aumentar a área para criar melhores condições de produção». Ele e a mulher já andam nestas lides há 16 anos. Inicialmente, produziam «apenas para consumo próprio», mas como o que produziam já começava a ser demasiado para eles, começaram a «vender em “feiri­nhas e mercados». Com o passar do tempo, passaram também a vender porta a porta e agora têm, igualmente, o seu Arroz de Canelas D’ Jardim (a sua marca de arroz “premium” e artesanal), certificado há três anos, «à venda em alguns pontos onde fornecemos mensalmente».
A título de curiosidade, este casal partilhou que, ao longo destas quase duas décadas de labuta, «o melhor ano que tivemos [até hoje] foi 22 toneladas». «Mas a nossa área [10 hectares, em Canelas e Salreu]», sublinhou, «dá para produzir 50 toneladas».
Carlos e Patrícia Valente têm um filho de 19 anos, estudante de Engenharia Computacional na Universidade de Aveiro, que «já ajuda e gosta de nos acompanhar». Mas, para já, «ainda é cedo para dizer se ele vai ou não dar continuidade a esta tradição familiar», disseram.

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Setembro 15, 2025 . 08:45

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