
«Conseguimos mostrar o nosso valor e dignificar o basquetebol português»
Francisco Amarante foi um dos 12 “linces” que tão bem representou Portugal no Eurobasket 2025, em que a Seleção Nacional foi eliminada nos oitavos de final pela poderosa Alemanha, campeã do mundo em título. Sem ligações familiares ao basquetebol, foram os amigos que o levaram a iniciar a prática da modalidade no Grupo Desportivo da Gafanha. Rapidamente começou a sobressair e não demorou muito até dar o “salto” para o FC Porto, onde permaneceu muitas épocas. Após dois anos em Espanha, o base/extremo “atirador” está, agora, de regresso a Portugal para representar o Sporting. Todos estes temas são abordados por Francisco Amarante, que não esconde o orgulho que sentiu pela prestação lusa no Campeonato da Europa.
ABA: Portugal cumpriu o objetivo a que se propôs ao chegar aos “oitavos”. Ficaram orgulhosos da vossa participação?
Francisco Amarante: Sim, sem dúvida. Ficámos super orgulhosos por conseguirmos cumprir os objetivos a que nos tínhamos proposto. Após a fase de qualificação, definimos logo o objetivo de, no Eurobasket, chegar aos oitavos de final. Correu bem e saímos da competição com o sentimento de dever cumprido. Conseguimos mostrar o nosso valor e dignificar o basquetebol português.
Na sua opinião, qual foi o ponto alto da campanha lusa?
Termos conseguido equilibrar o jogo com a Sérvia e jogado de igual para igual com a Alemanha durante mais de 30 minutos foi incrível, como também foi importante a vitória, na primeira jornada, frente à Chéquia, mas acho que o ponto alto da nossa campanha foi mesmo conseguir a vitória frente à Estónia, sobretudo pela forma como a conseguimos e pelo o que simbolizou, já que nos permitiu passar o grupo e cumprir o objetivo a que nos tínhamos proposto. Esse foi, sem dúvida, o ponto alto, ainda que jogar os oitavos de final, frente aos campeões do mundo, também tinha sido um jogo marcante e muito importante nas nossas carreiras.
Frente à Alemanha chegaram a acreditar que era possível bater os campeões do mundo?
O jogo começou a correr-nos bem, conseguimos mesmo estar na frente do marcador e mantivemos o resultado equilibrado. Sabíamos quem é que tínhamos pela frente, mas acho que preparámos bem o jogo e estivemos muito bem dentro de campo frente a uma seleção muito forte. Mostrámos confiança, mas também respeitámos o adversário e acho que isso foi a chave para durante 32 minutos termos conseguido equilibrar o jogo. E, sim, durante o jogo chegámos a acreditar que podíamos ganhar.
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