
Câmara abre mais concursos, adjudica novas obras e critica o passado socialista
Foi, precisamente, a bancada do PS na assembleia municipal da passada terça-feira que voltou a despertar o presidente da Câmara de Aveiro, Ribau Esteves (PSD), para voltar ao passado socialista na liderança da autarquia, há 20 anos, «carregada de dívidas, de processos judiciais, falida e com mecanismos de disfunção no funcionamento interno de elevada gravidade», como afirmou. A seguir a esta intervenção não houve outra, da bancada do PS, sobre este assunto
A assembleia debatia a quarta revisão orçamental da câmara para lançar duas obras a concurso e adjudicar seis quando o socialista Francisco Picado se referiu a uma «derrapagem» destes projetos ao longo dos anos. Foi a deixa para Ribau Esteves responder que a atual maioria que lidera «não vai é deixar “derrapar” o que recebeu, ou que também recebeu Élio Maia (que presidiu à câmara nos dois mandatos anteriores a Ribau Esteves), que é a dívida por pagar». Não se recandidatando ao cargo por ter atingido o limite de três mandatos consecutivos permitidos por lei, assegurou que entregará a câmara «com coisas boas em curso (…) bem governada, despida de corrupção, projetos, e tudo isto tem financiamento garantido». De novo, referiu-se às «1.200 empresas e cidadãos que não recebiam da câmara, algumas das faturas com mais de 20 anos, gente que se negou fornecer à autarquia porque não pagava pregos, parafusos, refeições e jornais. Isso é que é derrapar».
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