
Família Bóia oferece espaço para sede do Beira-Mar
Um espaço de 90 metros quadrados é o que a família Bóia pretende oferecer ao Beira-Mar, para que o clube possa ter uma sede, se vier a edificar o empreendimento que tem previsto para o terreno na Rua do Alavário/Rua do Cais do Paraíso, mas que está envolto na polémica em torno do Plano de Pormenor do Cais do Paraíso, que prevê a construção de um hotel de 12 andares.
O clube “auri-negro” teve, ontem, conhecimento da vontade da família Bóia, que fez saber, através de um comunicado, que a sua decisão «provém da intenção promovida pelo nosso pai», referindo-se a Manuel Bóia, sócio do Beira-Mar falecido em 2023. Na parcela de rés do chão que pretende oferecer, pode ler-se no comunicado, «a nossa ideia será que nela se possa atribuir uma função comercial de venda ao público de material promocional do clube..., bem como exercer a atividade de gestão corrente através da utilização de espaços de escritórios administrativos de secretariado e de direção».
Contudo, a família Bóia informa a direção do Beira-Mar que «esta decisão está condicionada ao prévio licenciamento do nosso projeto por parte do município de Aveiro», recordando o Plano de Pormenor do Cais do Paraíso, que vai, hoje, a votação na assembleia municipal (ler mais na página 3). No comunicado enviado ao Beira-Mar, faz também saber que é com «forte expetativa que, se o Plano de Pormenor vier a ser aprovado, o mesmo será revogado pelo futuro autarca que vier a ser eleito», indo mesmo mais longe, «pela via judicial, com a competente impugnação administrativa».
Sem querer ligar a questão do licenciamento ao Plano de Pormenor do Cais do Paraíso, ainda que seja indissociável, António Paulo Bóia lembra que a família fez, em 1973, «quando foi demolida a nossa casa para o alargamento da estrada para as praias, uma escritura notarial com a Câmara Municipal de Aveiro do terreno com direito edificável». Defendendo os valores da família Bóia após as declarações de Ribau Esteves, na última reunião de câmara, António Paulo Bóia fala de «cumprir com a vontade do meu pai de ajudar o Beira-Mar».
Nuno Quintaneiro Martins, presidente da direção do Beira-Mar, não querendo entrar em questões políticas, mostrou-se, por outro lado, agradado com «a intenção desta ajuda ao clube com a oferta de um espaço para uma sede, que já comuniquei aos outros elementos dos órgãos sociais do Beira-Mar». Aproveitando o assunto, Nuno Quintaneiro Martins lembrou que o Sport Clube Beira-Mar «continua a aguardar a informação, por parte da Câmara Municipal de Aveiro, sobre a atribuição de um espaço ou terreno em local central da cidade para uma sede, que está em protocolo desde 2016».










