
Plano de Pormenor é «projeto insustentável»
A associação ambientalista Quercus, através do Núcleo Regional de Aveiro, manifesta uma «posição desfavorável» sobre a proposta de Plano de Pormenor do Cais do Paraíso, em Aveiro, que prevê a construção de uma torre de 12 pisos destinada a uso hoteleiro, com capacidade até 600 camas.
Apesar de reconhecer a «necessidade de requalificação urbana daquela área estratégica», a Quercus considera que a solução proposta representa «um grave erro de planeamento», cujas «consequências negativas afetarão de forma duradoura a paisagem, a qualidade de vida da população e a resiliência da cidade face às alterações climáticas».
Para a associação, trata-se de um «projeto insustentável para a paisagem, mobilidade e identidade urbana», desde logo pela volumetria do edifício, que «rompe de forma drástica com a escala urbana e patrimonial envolvente, criando uma barreira visual entre a ria e o bairro do Alboi». «A estrutura projetada, visível a quilómetros de distância, descaracterizará de modo irreversível uma das entradas mais simbólicas e dinâmicas da cidade, comprometendo a imagem identitária de Aveiro enquanto cidade lagunar», avisa.
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Na periferia de Aveiro não deixam construir prédios de 12 andares, mas hotéis no centro já deixam. Seria interessante o DA investigar se não há favorecimentos nestes processos de construção.