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Identidade Lusa: 22 anos de palco a levar o nome de Oliveira do Bairro além-fronteiras

Com mais de duas décadas de história, o Grupo de Folclore Identidade Lusa afirma-se como um embaixador cultural de Oliveira do Bairro, levando tradições e memórias portuguesas a diferentes regiões e países, sempre com forte participação juvenil

O Grupo de Folclore Identidade Lusa, integrado na associação juvenil Acordy Verdy, é hoje uma das bandeiras culturais de Oliveira do Bairro. Fundado a 17 de junho de 2003, nasceu da paixão pela cultura popular e da vontade de manter vivas dan­ças e cantares tradicionais, ainda que com uma particularidade que o distingue: em vez de se focar apenas no património bairradino, o grupo segue a linha artística do professor Pedro Homem de Melo, celebran­do temas e coreografias do Minho e Alto Minho, especialmen­te dos anos 1910, 1920 e 1930.

A génese do grupo remonta a uma cisão no antigo grupo de folclore da Santa Casa da Misericórdia de Oliveira do Bairro. O seu mentor, Nelson Barata, que foi discípulo de Pedro Homem de Melo, músico, cantor e poeta, decidiu criar um novo projeto com identidade própria, mas de olhos pos­tos na preservação da autenticidade folclórica.
Hoje, embora Nelson Barata já tenha partido, o Identidade Lu­sa mantém vivo o seu legado artístico.

De Oliveira do Bairro ao Parlamento Europeu

Nestes 22 anos, o grupo já percorreu praticamente todo o país, do Algarve ao Alto Minho, marcando presença em festas, romarias, festivais e aniversários. Mas o seu trabalho também ganhou dimensão internacional: Bélgica, França, Espanha e Luxemburgo foram destinos onde levaram a sua música e dança. Entre as atuações mais marcantes está a participação nas comemorações oficiais do 10 de Junho, no Luxemburgo, a convite das embaixadas portuguesa e luxemburguesa, e uma apresentação no Parlamento Europeu, em Bruxelas.

O calendário anual tem co­mo ponto alto o Festival de Folclore Identidade Lusa, que decorre todos os meses de junho, em Vila Verde, interrompido apenas durante a pandemia. Antes da crise sanitária, o grupo realizava em média 60 atuações por ano, sendo que conseguiu chegar a ter fins de semana com três ou quatro deslocações. «Saíamos de madrugada, íamos para o Minho, regressávamos de madrugada e, no dia seguinte, lá estávamos nós prontos para mais uma atuação. Era cansativo, mas era o que nos animava», recorda a presidente Natércia Bastos.

 

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Agosto 26, 2025 . 11:30

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