
“Show” aéreo faz subir a importância do Festival Dunas de São Jacinto
E, de repente, um festival faz disparar o número de pessoas em S. Jacinto, no concelho de Aveiro, como se verifica este fim de semana, principalmente ontem à tarde, devido ao “Aveiro Air Show”, um espetáculo de acrobacias aéreas que preencheu a marginal de visitantes, frente à ria. À hora certa, até antes um pouco, já estava a primeira aeronave no ar e os festivaleiros do Festival Dunas de S. Jacinto -que começou na sexta-feira e termina hoje - dirigiram o olhar para o céu. Voos rasantes à ria e à marginal, de cabeça para baixo, manobras de grande audácia, rodopiando, planando, fazendo descidas abruptas, foram seguidos atentamente pelos telemóveis do púbico. Era desnecessário o “speaker” de serviço, que ia explicando os aparelhos e os pilotos, dizer «preparem as câmaras» para avisar que a aeronave vinha da esquerda ou da direita, ou estava perto uma acrobacia mais espetacular, porque já estavam todo ligados.
Este ano, o “show” aéreo foi mais curto devido ao nevoeiro que caiu na pista, mas foram muito do agrado dos que assistiam.
As esplanadas da marginal, para quem conseguiu ter um lugar nas cadeiras, era um dos sítios bons para ver as acrobacias e o presidente da câmara, Ribau Esteves, ocupava um deste lugares, mas optou por ver de pé. Não apenas olhando para o céu, mas para as edições anteriores do festival, que começou em 2019, disse ao Diário de Aveiro que «a diferença principal é a adesão crescente de público», sendo o objetivo «fixar a importância do festival no calendário dos eventos principais da autarquia e conquistar público ano após ano».
É um festival «muito raro e de enquadramento único», como disse, que junta a natureza, música e desporto, e que «foi crescendo na qualidade, com coerência e puxando por valores identitários de S. Jacinto, sendo um esta relação com a aviação - primeiro com os hidroaviões da Marinha, depois os aviões da Força Aérea e, atualmente, com paraquedistas do Exército. O festival é, por isso, uma homenagem à história, que traz ao presente uma cultura de mais um século». Neste enquadramento, o programa de hoje oferece uma exposição no Regimento de Infantaria n.º10 (RI10) com cerca de 40 aeronaves ultraleves.
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