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Cais das estações ferroviárias de Ovar e Esmoriz vão ser alargados

Concorrentes podem apresentar propostas para executar a empreitada até ao dia 29 de setembro, mas as obras de renovação do troço Ovar - Espinho da Linha do Norte só deverão começar no segundo semestre de 2026

Os cais das estações ferroviárias de Ovar e Esmoriz vão ser alargados no âmbito das obras de renovação da Linha do Norte, entre Ovar e Espinho, que só deverão começar no segundo semestre de 2026.

De acordo com documentos do projeto posto a concurso no início do mês por 90 milhões de euros, além do já anunciado pela Infraestruturas de Portugal (IP), encontra-se o alargamento do cais central da estação ovarense, que atualmente tem 2,80 metros de largura na parte maior e apenas um metro na mais pequena.

A largura pequena constitui um obstáculo de acessibilidade e um risco de segurança, uma vez que a passagem de comboios rápidos na plataforma é fortemente sentida pelos passageiros, que não têm muito espaço para onde se desviar.

Segundo a documentação consultada pela Lusa, o alargamento do cais central, que serve tanto os comboios urbanos que têm esta estação como ponto de chegada e partida, como os de longo curso que efetuam paragem rumo a sul, será, no pon­to maior, de 6,68 metros, e, no menor, de 6,46 metros.

Já em Esmoriz, o cais central tem atualmente entre 1,14 metros e 4,34 metros, e também será alargado para acomodar a instalação de uma passagem superior, mas dos documentos consultados pela agência noticiosa não foi percetível a medida exata do alargamento.

Além das renovações das estações, estão previstas renovações dos apeadeiros de Válega, Carvalheira - Maceda, Cortega­ça, em Ovar, e de Paramos e Silvalde, no concelho de Espinho.

Na renovação não está prevista a implementação dos abrigos-tipo da IP de betão, utilizados nas recentes renovações entre Vila Nova de Gaia e Espinho e da Linha de Leixões, sen­do propostos dois tipos de abrigo diferentes, um dos quais com transparência total e outro apenas nas laterais.

Está também prevista a construção de passagens inferiores de tráfego ligeiro em Ovar e Silvalde e de uma passagem su­pe­rior rodoviária em Paramos, e, para peões, de passagens superiores nas estações de Ovar (sul e norte) e Esmoriz e nos apeadeiros em Válega, Carvalheira, Cortegaça e Paramos, supri­min­do-se as passagens de nível.

Além de elevadores, nas escadas estão previstas calhas em U para facilitar o transporte de bicicletas.

«Prevê-se que a consignação da empreitada venha a ocorrer no segundo semestre de 2026», pode também ler-se nos documentos, mas a IP refere que não se trata de uma «indicação vinculativa» e o prazo de três anos inclui a conceção e construção.

A obra prevê a «substituição integral da superestrutura da via», a «melhoria das condições de conforto para os utilizadores com a construção de novos cais de passageiros nas estações e apeadeiros que servem este tro­ço» e a «alteração dos “layouts” (disposição das linhas) de via-férrea das estações de Ovar e Esmoriz».

Haverá também lugar à «criação de duas vias de resguardo para comboios de mercadorias, com 750 metros de comprimento útil mínimo, localizadas a Norte da Estação de Ovar», a «alteração e reforço de Passagens hidráulicas», a «estabilização e tratamento de taludes» e a «vedação do canal ferroviário».

A IP assinala também «intervenções de reforço das condições de segurança no atravessamento rodoviário e pedonal da via-férrea, promovidas através da construção de várias passagens inferiores e superiores à linha».

O troço em causa tem 18,7 quilómetros e a sua mais recente intenção de renovação remonta ao programa Ferrovia 2020 (lançado em 2016) e tem, agora, um prazo de execução de 1.095 dias, ou seja, três anos. Os concorrentes podem apresentar propostas para executar a empreitada até ao dia 29 de setembro.

Agosto 23, 2025 . 10:00

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