
Perto de 25.000 festivaleiros cobriram Vagos com “onda negra”
Vieram da Austrália, Alemanha, França, Brasil, Dinamarca, Tailândia, Luxemburgo... e concentraram-se durante quatro dias no centro de Vagos para curtirem a música metaleira da atualidade e viverem por dentro um festival único no país totalmente dedicado ao “metal”.
A poucas horas do evento chegar ao fim, na Quinta do Ega, a organização decidiu fazer um balanço, domingo à noite, onde Gonçalo Neves, responsável pela produção do festival, assumiu que teriam recebido muito perto de 25 mil pessoas, contra os 18 mil do ano passado. Um crescimento assinalável que mostra o crescimento e importância do projeto, mas que também levanta novos desafios à organização, nomeadamente «encontrar-mos uma forma dos “diários” poderem sair do recinto ao longo do dia», apontando esta como uma das reclamações mais registadas este ano.
Com mais de 10 nacionalidades presentes no recinto, admitiu que a seleção de bandas foi a melhor de sempre e a mais ambiciosa e «essa aposta é para manter», lembrando que «num festival desta natureza nunca é possível encontrar-se apenas as bandas que se adora. Há as que adoramos, as que gostamos, as que desconhecemos e até as que não apreciamos. Faz parte, e às vezes há surpresas agradáveis».
Em 2026 o Vagos Metal Fest regressa de 7 a 9 de agosto. «São, à partida, três dias, mas podem passar a quatro», como, aliás, aconteceu este ano. Relativamente aos bilhetes, já começaram a ser disponibilizados, à medida que alguns nomes foram sendo anunciados, «e esgotaram sempre», , prevendo uma nova enchente na Quinta do Ega.
Relativamente a novidades para 2026, Gonçalo Neves partilhou que, «além de continuarmos a trabalhar para termos o melhor cartaz de sempre e as melhores condições do recinto», poderá haver mudanças ao nível dos palcos. «Queremos apostar num palco gigante principal e, depois, num palco secundário que estará completamente dedicado às bandas portuguesas», acrescentando que o festival quer apostar, apoiar e promover mais a produção nacional deste estilo musical.
Festival mais inclusivo
A inclusão é uma preocupação para a organização, que recebe cada vez mais pessoas com mobilidade reduzida. A pensar neste tipo de público, «para o ano vamos apostar numa plataforma exclusiva para este público, para desfrutarem do festival em melhores condições e com boa visibilidade», partilhou na conferência de imprensa.
Mas, os números grandes não passam apenas pelo público. Também o “staff” envolvido no evento durante os quatro dias é digno de ser assinalado. «Cerca de 500 pessoas tornaram possível mais esta edição e temos a agradecer a todos», afirmou Gonçalo Neves da Illegal Productions, referindo-se à segurança, stands de venda, pessoal técnico, merchandise, Proteção Civil, Câmara Municipal de Vagos...
Já com vários nomes para o cartaz de 2026, onde se encontram os Godsmack, Deicide, histórica banda do death metal norte-americano, os alemães Heaven Shall Burn, que editaram este ano o álbum “Heimat”, ou os portugueses Holocausto Canibal, ao lado de Gonçalo Neves estava Gustavo Neves, adjunto do presidente da Câmara de Vagos, e que deu como confirmada a parceria com a autarquia para a edição de 2026. «Depois, não sabemos como vai ser. Depende da nova câmara». Reafirmou ainda a importância do festival para o município, e «não só a nível cultural, mas também económico», recordando que no ano passado o retorno económico passou um pouco o milhão de euros. «Este ano, com mais 7.000 festivaleiros será muito superior», e não só para Vagos mas também arredores.










