
«Uma festa do povo para o povo», que está a melhorar de ano para ano
Tinham acabado de almoçar, preparavam-se para assistir à atuação do Rancho Folclórico Luz e Vida de Ponte de Vagos, que tem sempre a honra de abrir o cartaz de animação, e também iam jantar por ali mesmo.
Maria Amarante e Manuel Silva - ela natural de Sanchequias e ele do Palhal, ambas localidades do concelho de Vagos - estavam ontem no Largo das Festas de Ponte de Vagos a cumprir uma tradição de longos anos. Emigrado em Almeria (Espanha) já há 20 anos, este casal, com duas filhas, não perde uma Festa da Pinha. «É obrigatório vir», contou-nos Maria Amarante, acrescentando: «Vimos todos os dias, para almoçar, jantar e conviver com os amigos». Aliás, como nos confidenciaram, já tinham vindo no dia anterior e tinham tido oportunidade de «saborear a sopa trapalhona».
Em 2025, «faz 22 anos» que foi organizada a primeira Festa da Pinha, em homenagem aos antigos pinhotos, que iam de burro até aos pinhais para colher pinhas e, depois, vendê-las aos padeiros.
Desde a primeira edição, «no penúltimo ou no último fim de semana de julho», dependendo da agenda de alguns elementos da comissão organizadora faz-se história em Ponte de Vagos, homenageando os pinhotos de outrora, mas também dando a conhecer o que a freguesia tem de melhor, com destaque para o associativismo e os artistas locais.
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