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Urgência obstétrica terá uma «solução de futuro»

Unidade Local de Saúde da Região de Aveiro reconhece que julho e agosto serão complicados, mas diz que vem aí uma equipa autónoma e com objetivos

A Unidade Local de Saúde (ULS) da Região de Aveiro está a trabalhar, com o Ministério da Saúde (MS), numa «solução de futuro» que permita contornar os atuais constrangimentos no acesso ao serviço de Urgência de Ginecologia e Obstetrícia.

Margarida França, presidente do concelho de administração da ULS, confirmou que aquela urgência estará fechada a partir das 8.30 horas de amanhã, só reabrindo na próxima segunda-feira. A responsável, acentuando que o serviço tem «poucos médicos» e relembrando a recusa dos clínicos em «fazer horas extraordinárias», fatores a que se juntam as férias, perspetivou que agosto, à semelhança do corrente mês, será «complicado».

Setembro poderá melhorar

Apenas em setembro, a disponibilidade do serviço de Urgência de Ginecologia e Obstetrícia poderá «melhorar um bocadinho».

Sobre a solução de futuro em preparação, a presidente do conselho de administração da ULS da Região de Aveiro especificou que o Ministério da Saúde está a tramitar, nomeadamente do ponto de vista legislativo, «a criação de um Centro de Responsabilidade Integrado (CRI).

Margarida França recordou que essa estrutura já existe no serviço de psiquiatra e saúde mental da unidade aveirense.

Explicou, ainda, que o CRI  terá «uma organização mais apelativa, para cativar médicos» para o serviço de Urgência de Obstetrícia do Hospital de Aveiro

Nova equipa vai trabalhar por objetivos

Definiu um centro que será dotado de uma equipa que terá «alguma autonomia» e que «vai trabalhar por objetivos», sendo os respetivos profissionais «mais bem pagos».

Na passada segunda-feira, Carlos Cortes, o bastonário da Ordem dos Médicos, visitou o Hospital de Aveiro, tendo sublinhado a especial gravidade da situação que se vive naquela urgência. Reconheceu que o serviço, dotado de um quadro de pessoal «envelhecido», tem carência de profissionais e avisou que, se a atual tendência se mantiver, chegará o dia em que não conseguirá abrir as suas portas. Como foi noticiado, Carlos Cortes exigiu uma «intervenção urgente das entidades competentes».

Recorde-se que, no início deste mês, o diretor da Ginecologia e Obstetrícia demitiu-se, após dificuldades em garantir a escala de urgência devido à recusa de médicos em fazer horas extraordinárias, estando a direção da ULS da RA a envidar esforços para, em curto prazo, resolver este problema, dotando a urgência de um novo líder.

Julho 16, 2025 . 10:45

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