
Ciclaveiro pede «real transformação da mobilidade urbana»
A Ciclaveiro - Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta lamenta que a Câmara de Aveiro não apoie projetos como o PéPedal e outros desenvolvidos pela ONG aveirense, «exemplos concretos de iniciativas que incentivam a mudança de comportamentos, envolvendo a comunidade local e as comunidades escolares na promoção do uso diário da bicicleta em segurança».
Ao invés, a autarquia «continua a optar por apoiar iniciativas de carácter desportivo e de competição, traduzidas em eventos pontuais que em nada alteram os hábitos de mobilidade das crianças e jovens», refere a associação a propósito do anúncio do apoio concedido pela edilidade ao programa O Ciclismo vai à Escola e à Volta a Portugal Feminina em Bicicleta.
A Ciclaveiro tem vindo a «promover de forma contínua, resiliente e com bastantes desafios orçamentais uma verdadeira mobilidade ativa na cidade» graças a projetos como a Casa da Bicicleta, o PéPedal, a Academia Mini Rodas e a KidicalMass. «O impacto destas ações», nota a associação presidida por Maria Miguel Galhardo, «seria significativamente ampliado se a preocupação da autarquia se traduzisse também no apoio consistente a estas iniciativas e na criação de condições reais de segurança e acessibilidade para os cidadãos que querem, mas não conseguem, utilizar a bicicleta como modo de transporte na cidade».
O PéPedal, por exemplo, visa incentivar as deslocações para as escolas de bicicleta ou a pé, promovendo «hábitos de mobilidade ativa das crianças e das famílias», com «benefícios para a saúde, bem-estar, autonomia dos cidadãos, equilíbrio ambiental e sustentabilidade territorial».
A autarquia, queixa-se o grupo, «não tem visto neste projeto qualquer mérito que mereça apoio financeiro ou sequer institucional», sustentando que ter o município como parceiro institucional «permitiria alavancar o impacto do projeto na comunidade».
O objetivo desta e de outras iniciativas da Ciclaveiro é contribuir para a «real transformação da mobilidade urbana» e para alterar o «paradigma de mobilidade assente no uso do automóvel privado».










