
“Descida Mais Louca da Malápia” será disputada por 37 carros artesanais
No sábado, pelas 14.30 horas, vai realizar-se, em S. João de Ver, no concelho de Santa Maria da Feira, a sexta edição da “Descida Mais Louca da Malápia”, que adota na sua designação uma referência histórica ao malápio, a pequena maçã que os habitantes daquela freguesia ofereceram ao Rei D. Manuel II na sua passagem pela terra durante a viagem inaugural da Linha Férrea do Vouga e que, a partir daí, os miúdos atiravam ao comboio em jeito de provocação traquina.
Os carris do chamado “Vouguinha” serão amanhã cruzados por uma frota de «37 carros artesanais, toscos e divertidos», o que representa um aumento de 20 por cento face à participação de 2024. Confirmadas estão já equipas dos municípios feirenses e do Carregal do Sal, em representação de empresas, coletividades, famílias inteiras ou meros grupos de amigos com gosto pela bricolagem.
Organizada pela Associação Malapeiros Rolantes, a prova envolve o que o presidente daquela instituição define como «um ambiente de felicidade e adrenalina, onde não existe competição pelo carro mais rápido ou mais bonito, porque o que realmente importa é criar laços com a comunidade e divertir toda a gente».
Vítor Duarte salientou que «o que se pretende é a alegria da participação, a satisfação pela construção de um carro que funciona bem e o gozo de o ver rodeado por um público entusiasta, que aplaude as máquinas e os pilotos a cada obstáculo superado».
O evento tem o apoio da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira e da Junta de Freguesia de S. João de Ver, contando com a parceria da empresa Infraestruturas de Portugal, que gere o caminho-de-ferro.
Refira-se que o investimento da associação promotora do evento ronda os 20.000 euros, o que abrange verbas próprias, patrocínios financeiros, doações em géneros e apoios logísticos, mas essa contabilidade não inclui o custo de adaptação dos carros, em que «as equipas mais esmeradas» chegam a gastar 2.500 euros por viatura, aplicados, sobretudo, em elementos decorativos e adereços cénicos, e mais de 40 horas de trabalho.
«É este envolvimento geral que faz da “Descida Mais Louca da Malápia” um evento realmente social e comunitário», acentuou Duarte, com nota de que «a participação na prova promove o trabalho em equipa, seja entre pais, filhos e irmãos, seja entre amigos, que se juntam para construir o carro e que ensaiam uma coreografia para acompanhar a viatura a pé, seja entre funcionários de uma empresa que, ao prepararem a máquina em conjunto, desenvolvem relações mais saudáveis e se ficam a dar melhor com os colegas».
Numa inovação para esta edição, os carros participantes vão ter boxes próprias no início do trajeto, logo a seguir à rotunda com o Monumento ao Espírito Feirense, na EN1. Cada equipa disporá, assim, de um espaço próprio para apoio técnico aos veículos, aos pilotos e outros membros da respetiva comitiva envolvidos no funcionamento efetivo do seu veículo.











