
«A verdade desportiva está a ser “atropelada"»
O futebol distrital está a viver mais um caso de indecisão em final de época, que envolve a Associação Atlética de Avanca e o Futebol Clube Pinheirense. Em causa está o jogo do Campeonato Distrital de Honra de Sub/19, realizado a 22 de março, entre os clubes de Avanca e de Pinheiro da Bemposta, que não se concluiu e originou um processo disciplinar de contornos complexos e consequências desportivas relevantes no campeonato da Associação de Futebol de Aveiro (AFA).
O presidente do Avanca, Luís Santos, contactou o Diário de Aveiro para expor aquilo que considera ser «uma profunda injustiça» e «uma total falta de verdade desportiva», acusando a AFA de «parcialidade no tratamento deste processo». «Não sou pessoa de criar conflitos nem de andar em guerras com as instituições, mas, neste caso, não posso ficar calado. O que se está a passar é completamente incompreensível e fere a verdade desportiva. Estamos a ser punidos por um ato de terceiros, por uma suposta tentativa de agressão, que nem sequer está prevista no regulamento disciplinar da AFA. A verdade desportiva está a ser “atropelada”», afirma Luís Santos.
O Conselho de Disciplina (CD) da AFA, em processo sumário de 26 de março passado, instaurou um processo disciplinar aos dois clubes para «apurar as ocorrências verificadas e o motivo da não conclusão do referido encontro». Na origem deste processo está uma situação ocorrida já em período de descontos (90+2 minutos) e com o marcador a assinalar o resultado favorável
(1-0) ao Avanca, que motivou a interrupção do jogo para assistência médica a um jogador da equipa da “casa” que embateu contra a vedação lateral após uma disputa de um lance.
Nesse período de tempo, um adepto identificado pelas autoridades policiais como pai do jogador lesionado, terá tido um desentendimento verbal com um atleta do Pinheirense, que se queixou de agressão física, não relatada pelo árbitro e pela força policial. O jogo esteve interrompido seis minutos, tempo após o qual o árbitro tentou retomar a partida, após o reforço da segurança, o que foi recusado pelo Pinheirense, que alegou falta de condições psicológicas dos atletas para continuarem a jogar face ao impacto negativo que o incidente gerou.
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