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Empresa do concelho de Aveiro integra rede internacional de tráfico de droga

Operação “Guana­cas­te”, que envolve polícias de vários países, foi lançada na semana passada na Costa Rica, visando o total desmantelamento de organização criminosa. «Investigações prosseguem», disse a PJ ao Diário de Aveiro

Sem revelar mais informações, «porque», como justificou, «as investigações prosseguem», fon­te da Polícia Judiciária (PJ) adiantou, ontem, ao Diário de Aveiro que «uma empresa do concelho de Aveiro» integra a organização criminosa que importava toneladas de cocaína escondida em fruta da Costa Rica, através de contentores pa­ra diferentes pontos da Europa, e que a própria PJ, através da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes, em colaboração com a Guar­dia Civil de Espanha, a Policia de Control de Drogas da Costa Rica, apoiada pela Europol, ajudou a desmantelar, no âmbito da operação “Guana­cas­te”, lançada no passado dia 11, na Costa Rica.
De notar que, antes mesmo deste contacto do nosso jornal, a PJ já havia informado, em comunicado no seu “site” que, «num quadro de partilha permanente e regular de informações policiais, foi possível identificar vários contentores que chegaram ao porto de Setúbal, no verão de 2024, que poderiam ter sido contaminados na Costa Rica com cloridrato de co­caína». «Esse facto», prosseguiu, «permitiu que fossem desenvolvidas e articuladas diversas entregas controladas de contentores para Espanha». Concretamente, segundo a PJ, «houve cinco casos em que os contentores foram contaminados, resultando num peso total de 731 quilos de cloridrato de cocaí­na apreendidos», tendo sido detidas sete pessoas».
Ainda de acordo com a nota de imprensa da PJ, a investigação começou após diversas «apreensões em portos sul-a­me­ricanos e europeus, que le­va­ram à identificação da organização criminosa que enviava grandes quantidades de cocaí­na escondida em contentores marítimos cuja carga declarada era fruta».
Para o efeito, eram utilizados «diferentes portos para introdu­zir a droga na Europa, como Setúbal, Antuérpia , Roterdão e o porto de Hamburgo», sen­do que a droga era escondida «de diferentes formas, nomeadamente na estrutura de caixas de cartão, na estrutura de paletes ou em car­re­ga­mentos de polpa de mandioca congelada e até simulan­do pedaços de vegetais, introduzindo a substância no seu interior».
De salientar que foram feitas «26 apreensões de cloridrato de cocaína, num total de 5.408 quilos. Destas, cinco foram em Portugal (731 quilos)».

Junho 17, 2025 . 09:30

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