
Galopim de Carvalho volta a pedir a preservação do barreiro de Aveiro
O professor Galopim de Carvalho quer que Aveiro se junte aos melhores exemplos do país, em termos de preservação de geossítos que guardam pedaços da História da Terra de há milhões de anos.
Ontem, na Fábrica Centro Ciência Viva, o académico, conhecido como “o pai” dos dinossauros» no nosso país, homem da causa da promoção da geodiversidade e da sua preservação, assumiu a palestra «Dois tipos de patrimónios que se complementam», que encerrou o ciclo de conversas “Argilas de Aveiro: um património histórico e geológico”, organizado pela Fábrica Centro de Ciência Viva de Aveiro e pelo Departamento de Geociências da Universidade de Aveiro.
Realçando que o município aveirense soube preservar a antiga fábrica de cerâmica Jerónimo Pereira Campos, «bem» transformada no Centro de Congressos da cidade, aceitou o convite para reforçar o seu combate «de 25 anos» na defesa do barreiro que, situado a uns 50 metros, dotou de argila a antiga unidade industrial e que aguarda que o salvem ou receia que o sepultem sob um qualquer edifício, «como um livro que se fecha», sublinhou o professor.
«É de uma beleza extraordinária!», acentuou Galopim de Carvalho, com nota de que o barreiro «está cheio de fósseis, que contam a História da região de há uns 70 milhões de anos atrás».
Destacou o fóssil da tartaruga gigante “Rosacea Soutoi”, descoberto pelo tio-avô dos atuais «Soutos da Câmara».
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