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«Vamos a Lisboa com ambição de trazer a decisão para Esgueira e fazer história»

No primeiro jogo - e que grande espetáculo as duas equipas proporcionaram em Aveiro -, o conjunto esgueirense, num pavilhão lotado, perdeu por 73-80, mas André Janicas recusa-se a “atirar a toalha ao chão” e acredita que pode empatar a final e levar para o seu recinto a decisão do título nacional.

A equipa sénior feminina do Clube do Povo de Esgueira está a realizar uma época brilhante. Não só conquistou a Taça Federação, co­mo venceu a fase regular, estando, pela primeira vez, a disputar a final do “play-off” da Liga Betclic Feminina. No primeiro jogo - e que grande espetáculo as duas equipas proporcionaram em Aveiro -, o conjunto esgueirense, num pavilhão lotado, perdeu por 73-80, mas André Janicas recusa-se a “atirar a toalha ao chão” e acredita que pode empatar a final e levar para o seu recinto a decisão do título nacional. O técnico das esgueirenses, que ainda recentemente foi eleito o melhor treinador da Liga pelo terceiro ano consecutivo, lamentou a baixa percentagem da linha de lance livre no primeiro jogo (67%), mas vinca que a sua equipa tem «qualidade para vencer o Benfica» em Lisboa, no decisivo encontro que está agendado para as 19 horas do próximo domingo. Se o Esgueira vencer, as duas equipas defrontam-se na próxima quinta-feira, em Avei­ro, a partir das 20.15 horas.

Depois de analisar o primeiro jogo, onde julga que esteve a diferença entre as duas equipas?
As duas equipas competiram de igual para igual. No entanto, a nossa percentagem de lançamentos livres ficou um pouco aquém do ideal e, em jogos tão equilibrados, são esses pequenos detalhes que fazem a diferença. Além disso, o Benfica teve uma excelente eficácia nos lançamentos de três pontos, o que acabou por ser determinante no desfecho da partida. Precisamos, também, de tirar maior proveito do nosso jogo interior.

Já assumiu que foi estratégico uma rotação ligeiramen­te inferior à que costuma fazer. Num jogo tão intenso e equilibrado, sente que essa sobrecarga física se refletiu nas suas atletas nos minutos finais do encontro?
Considero que a rotação é algo que podemos, e devemos, melhorar para o próximo jogo, garantindo mais fluidez ao nosso jogo. No entanto, não acredito que a sobrecarga física tenha sido o fator decisivo. A nossa equipa deu tudo em campo e, mesmo nos momentos finais, a entrega foi total e tivemos a oportunidade de vencer o jogo.

E no “jogo 2” o que é que as suas jogadoras terão que fazer para ganhar ao Benfica em Lisboa, algo que o Esguei­ra nunca conseguiu?
Acreditamos muito naquilo que somos enquanto equipa e sabemos que temos qualidade para vencer o Benfica - já o provámos, tanto na final da Taça Federação, co­mo nos últimos confrontos equilibrados em casa. No “jogo 2”, vamos ter de entrar com ainda mais entrega, foco e coragem. Estes jogos decidem-se nos pormenores, e é aí que queremos fazer a diferença. Vamos a Lisboa com ambição de trazer a decisão pa­ra Esgueira e fazer história.

 

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Maio 8, 2025 . 08:10

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