
«Queremos mesmo muito ser campeãs»
«Queremos mesmo muito ser campeãs... é mesmo o meu maior desejo e vamos trabalhar para isso», assume Inês Ramos, que, sem falsa modéstia ou um discurso “redondo”, garante que, «desde o arranque da época, estar na final sempre foi um objetivo que tínhamos em mente e nunca nos pareceu algo inatingível ou irrealístico. Sabíamos que tínhamos que trabalhar muito, porque nos últimos anos tínhamos ficado nas meias-finais, mas termos conquistado a Taça Federação deu-nos ainda mais confiança de que era possível e estamos na final com todo o mérito», faz questão de deixar bem claro Inês Ramos, uma das figuras do Esgueira/ Aveiro, que, hoje, começa a disputar o título nacional. O “jogo 1” da final da Liga Betclic Feminina está agendado para as 20.30 horas, em Esgueira.
A excelência da época esgueirense também não surpreende, por isso, a base/extremo.
«Sabíamos e sabemos do nosso valor e a forma árdua com que trabalhamos todos os dias. Chegar a esta final é algo que fizemos por merecer e também é fruto de um trabalho de muitos anos. O nosso núcleo está junto há muito tempo. As jogadoras que entram são poucas e adaptam-se muito bem à nossa equipa. Para mim, honestamente, não é surpreendente o que temos feito», reiterou, embora reconheça que perder apenas dois jogos no campeonato «não é normal», atribuindo esse facto à «consistência» que o Esgueira tem revelado, o que, no desporto, «muitas vezes é o mais difícil de manter», reconhece.
«Queremos muito fazer frente ao Benfica»
Inês Ramos não se ilude e reconhece a “força” do plantel “encarnado”. «Sabemos que vai ser muito complicado. Não é por acaso que os somente dois jogos que perdemos durante o campeonato foi contra o Benfica». «Espero um jogo difícil, muito complicado, mas queremos muito fazer frente ao Benfica. Treinámos muito bem esta semana e acho que estamos prontas», garante Inês Ramos, que destacou «a rotação» do Benfica, equipa que «tem muitas vantagens físicas interiores e exteriores». Inês Ramos não considera que o Benfica, que defende o título nacional, tenha «um grande ponto fraco», mas isto não quer dizer o Esgueira não tenha as suas hipóteses, como de resto o provou, dentro de campo, na Taça Federação. «O nosso ponto forte é a nossa união, o nosso espírito de equipa. Não podemos ir abaixo nunca. A final da Taça Federação provou isso. Começámos muito mal, mas graças à nossa união, garra, à nossa forma de jogar e, claro, à nossa qualidade, conseguimos dar a volta. Tivemos momentos que defendemos muito bem. Virámos o jogo através da defesa e acho que o nosso sucesso irá partir sempre daí, da nossa capacidade defensiva e da nossa intensidade», conclui.
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