
Okubay Tsegay e Aberash Fayisa foram “reis” na festa do atletismo
A quinta Maratona da Europa, o maior evento desportivo de massas da cidade de Aveiro e da região, voltou a não defraudar as expetativas (altas) que se têm de ter para uma prova que, em apenas quatro edições, garantiu um lugar entre as 100 melhores do mundo.
Mais do que um evento de atletismo, é uma uma verdadeira festa do desporto... literalmente para toda a família. A força deste tipo de eventos vê-se no número de inscrições - e este ano foi batido novamente o recorde, com 21.632, estando representadas 77 nacionalidades -, mas também na mobilização da população, e a verdade é que a Maratona da Europa parou, literalmente, a cidade (e arredores) e conseguiu levar as pessoas para as ruas, que deram uma motivação extra aos atletas ao longo dos diversos percursos.
Domínio africano
Vencer este tipo de provas está ao alcance de poucos. As “vitórias”, para muitos, estão nas metas pessoais, pelo que este é um evento de superação para grande parte dos presentes, e que representa o epílogo de meses de foco e preparação. Também há quem faça a prova mais na “desportiva”, sem pressão, sem olhar a tempos, só com o objetivo de a concluir, mas a realidade é que nesta corrida há lugar para todos.
Toda a emoção que se foi sentindo junta à linha de meta, onde o sentimento era, sobretudo, de felicidade e satisfação pessoal, mas também na estrada, sobretudo junto dos atletas populares, não existiu na disputa da prova rainha, os 42,195 quilómetros, com os atletas africanos mais credenciados a vencerem isolados.
Okubay Tsegay, atleta olímpico da Eritreia, ficou bem distante da sua melhor marca pessoal (2:05.20 horas) e também do recorde da prova (2:09.19 horas), estabelecido no ano passado pelo marroquino Mohamed Chaaboud, mas acabou por cortar a meta isolado, em 2:12.01 horas. O pódio ficou completo com dois quenianos, David Kipyego (2:12.54h) e Evans Korir (2:15.18h).
No setor feminino, o triunfo de Aberash Fayisa foi ainda mais “fácil”. Sem oposição, a atleta da Etiópia fez uma prova em contrarrelógio, acabando por não conseguir superar a sua melhor marca (2:24.59 horas), mas, ainda assim, foi bem mais rápida (2:29.58h) do que a queniana Betty Chepletin, que em 2024 triunfou em 2:32.04 horas. Os restantes lugares de pódio foram para a espanhola Mónica Gutiérrez (2:48.30h) e para a portuguesa Jennifer Maia (3:05.56h).










