
Orquestra e Coro XXI dão concerto no Centro de Artes de Águeda
Desviando-se das correntes dominantes da sua época, Gabriel Fauré́ convoca uma abordagem vocal reminiscente do canto gregoriano e harmonias impressionistas para criar uma obra que aponta a uma visão intimista e contemplativa da morte.
Para a abertura deste espetáculo para maiores de 6 anos, a ter lugar no auditório do CAA, a Orquestra interpretará também a “Serenata n.º 2”, de Johannes Brahms - dedicada a Clara Schumann e considerada por muitos a sua primeira obra orquestral. E, a separar estas duas peças de maior envergadura, o Coro XXI levará a palco o moteto a seis vozes “Sitivit anima mea”, de Manuel Cardoso, uma curta reflexão sobre a morte, que servirá como prelúdio ao “Requiem”, homenageando, simultaneamente, aquele que é um dos autores de referência da idade de ouro da polifonia sacra portuguesa.
A direção musical ficará a cargo de Dinis Sousa, com a soprano Leonor Amaral e o barítono Diogo Mendes. Os bilhetes custam entre seis e oito euros.
Orquestra já reuniu mais de 400 músicos
A Orquestra XXI nasceu em 2013, fruto da vontade de reunir o crescente número de músicos portugueses residentes no estrangeiro, para que pudessem partilhar com o seu país de origem as suas experiências, desenvolvimento e trabalho. Desde então, apresentou-se de norte a sul do país, com o objetivo de levar concertos a um público o mais diversificado possível, abrangendo tanto os grandes centros urbanos como locais com atividade cultural menos regular, sob a direção do seu maestro fundador Dinis Sousa.
Presença assídua em salas prestigiadas como a Casa da Música, a Fundação Calouste Gulbenkian ou o Centro Cultural de Belém, a Orquestra XXI afirma-se como um dos projetos mais destacados da atualidade musical portuguesa, cujo trabalho vem merecendo repetidos elogios da crítica nacional e internacional. Distinguida com o 1.º prémio no concurso Ideias de Origem Portuguesa da Fundação Calouste Gulbenkian, em parceria com a Cotec Portugal, e o Alto Patrocínio da Presidência da República, a Orquestra XXI reuniu já mais de quatro centenas de músicos portugueses radicados no estrangeiro, criando, com isso, uma plataforma que muito tem fortalecido a sua ligação ao país.











