
Livro recupera termos em desuso do Bairro da Beira Mar
Porranca (sujidade no corpo por falta de higiene) e bichoiro (pedrinha miúda) são duas palavras caídas em desuso que Lucinda Rigueira, uma «cagaréu de gema» de 75 anos, recuperou no seu livro “Conversas no Linguajar do Bairro da Beira-Mar”. A obra, editada pela 959 – Associação para a Investigação, Consultoria e Edição em Comunicação, de Aveiro, tem lançamento marcado para o próximo sábado (17 horas, no salão nobre dos Bombeiros Novos), com intervenções de Maria José Venâncio, José Manuel Maia, Manuel Pacheco e Pedro Rico.
A autora nasceu na antiga Rua do Norte, em pleno Bairro da Beira Mar, de onde os seus pais – uma costureira, que morreu recentemente aos 100 anos, e um antigo comandante dos Bombeiros Novos - também eram naturais. Professora primária de profissão, andou em trânsito pelo país, dividindo a sua vida entre Aveiro e outras terras onde deu aulas: Avanca (Estarreja), Cercal de Baixo (Oliveira do Bairro), Quintãs (Aveiro), Almada e Baixa da Banheira (ambos no distrito de Setúbal). «Tanto lecionei em colégios de elite como em escolas onde dava de matar a fome a muitos meninos», resumiu. Regressou a Aveiro no ano letivo 1990-1991 para terminar a sua carreira docente em Esgueira e na Vera Cruz. «Passei os últimos quatro anos na escola onde eu própria fiz a instrução primária», contou ao Diário de Aveiro, assumindo uma «grande paixão» pelo ensino.
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