
Denunciados constrangimentos no acesso à saúde materna
«Foi com grande preocupação que a CDU tomou conhecimento da existência de fortes constrangimentos no acesso das mulheres grávidas aos cuidados de saúde materna no Centro Hospitalar do Baixo Vouga - Aveiro», refere a coordenadora da CDU-Aveiro em comunicado remetido ao Diário de Aveiro, acrescentando que, «atualmente, o Hospital [Infante] D. Pedro não consegue garantir a primeira consulta obstétrica pré-natal nem a realização da ecografia obstétrica do primeiro trimestre, assegurando apenas o rastreio bioquímico».
Ainda a propósito deste assunto sobre o qual diz já ter questionado o Governo, a Coligação Democrática Unitária afirma que «uma utente grávida, hoje, apenas terá garantida a consulta obstétrica pré-natal de terceiro trimestre neste centro hospitalar». Continua denunciando - na mesma nota informativa recebida pelo nosso jornal - que, segundo lhe «foi possível constatar, a Unidade Local de Saúde de Aveiro enviou uma orientação aos seus centros de saúde para que às utentes grávidas seja passada a credencial para a realização da ecografia obstétrica do primeiro trimestre no privado». Situação que, na sua ótica, «é tanto mais grave quando se sabe que a única clínica com convenção com o SNS [Serviço Nacional de Saúde] se situa em Coimbra e, naturalmente, com enormes filas de espera». Ou seja, completou, «aquelas [grávidas] que não encontrem ali vaga terão que pagar 140 euros, se puderem, para a realização desta ecografia».
Já «em relação à consulta obstétrica do primeiro trimestre nenhuma alternativa foi dada», garante.
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