
Casa Mortuária de Oliveirinha nomeada para prémio internacional
Não passou à fase final, mas, «sendo algo imprevisto, é, sem dúvida, muito gratificante ver o trabalho do ateliê reconhecido», disse Sónia Cruz, a arquiteta natural de Aveiro (cidade onde também reside e, desde 2001, tem o seu ateliê) que viu o seu projeto da Casa Mortuária de Oliveirinha ser nomeado para o Prémio Archdaily Brasil 2025. Os vencedores são conhecidos amanhã.
Em declarações ao nosso jornal, esta aveirense afirmou que, não obstante a nomeação do projeto desta obra da Câmara Municipal de Aveiro (CMA), cuja construção custou cerca de 200 mil euros, «o seu desenvolvimento surgiu tendo como única motivação a qualificação e dignificação do espaço do Cemitério de Oliveirinha». Como nos descreveu, «a intervenção, para além de responder à necessidade de um espaço de velório, constituiu uma oportunidade de harmonizar e unificar a sua área envolvente e acesso». «Trata-se, acrescentou, de um edifício independente com as valências necessárias para albergar o programa necessário - velório e espaços acessórios de apoio -, que simultaneamente constitui uma peça arquitetónica silenciosa capaz de reorganizar e requalificar o espaço existente».
Sónia Cruz prosseguiu com a descrição, explicando ao Diário de Aveiro (DA) que a zona envolvente se caraterizava «pela desarticulação entre espaços e acessos pedonais, com desarmonia entre os materiais e linguagens aí presentes, resultando num espaço desqualificado». Na observação do local - segundo a arquiteta - «identificaram-se várias condicionantes que a intervenção considerou e procurou resolver, e que se podem sintetizar nos seguintes pontos: entrada desqualificada; pré existências físicas (limite do cemitério, monumento/oratório a Nossa Senhora, construções anexas (portaria, arrumo e instalações sanitárias);desarticulação entre o acesso do cemitério e o adro da igreja paroquial; frente de entrada marcada pelas empenas dos jazigos; degradação das instalações sanitárias públicas; inexistência de zonas técnicas de apoio ao coveiro; costumes, tradições e vivências vinculadas e estabelecidas pela comunidade».
De acordo com a arquiteta, «no sentido de responder tanto ao programa inicial proposto pelo dono de obra [CMA], como às necessidades específicas do lugar, optou-se por uma implantação estratégica da casa mortuária junto da entrada do cemitério».
Para continuar a ler este artigo
nosso assinante:
assinante:












