Última Hora
Pub Da Agendainova 20260605
Pub Da Dfis Licenciaturas 20260527
Pub Da Inova Webinar 20260611
Pub

Luís Ruivo quer renovar mandato na Junta da Palhaça

O social-democrata, de 41 anos, que trabalha na área da contabilidade, assegurou ao Diário de Aveiro que se recandidata nas próximas autárquicas se essa também for a vontade da estrutura partidária

Diário de Aveiro: É o seu primeiro mandato como presidente da Junta da Palhaça. Que freguesia encontrou quan­do lá chegou?
Luís Ruivo: É difícil falar num antes e num depois, porque sempre estive envolvido na vida da freguesia. Seja através do associativismo - desde cedo que estou ligado à ADREP [Associação Desportiva Recreativa e Educativa da Palhaça], primeiro como atleta e, depois, como dirigente, seja como membro da assembleia de freguesia [pelo Partido Social Democrata], órgão em que tentei sempre ter uma voz ativa, numa ótica cons­trutiva e não destrutiva. Também ainda cheguei a integrar a assembleia municipal.
Entretanto, surgiu a possibilidade de me candidatar à junta, em 2021.

Pode, então, dizer-se que conhecia relativamente bem “os cantos à casa”?
Sim. Não tinha aquela experiência prática, do dia a dia, mas tinha perfeitas noções. Depois, como sou da área da contabilidade, acabou por ser mais fácil assimilar alguns procedimentos e transportá-los para a prática. Quando entrámos para a junta de freguesia, sentimos necessidade de reformular a parte interna. Começámos por querer encontrar uma solução para os serviços de gestão e comunicação autárquica local, nomeadamente uma solução para a gestão de processos e documentação da junta, centralizan­do e informatizando toda a informação num único sistema.
Para além disso, quisemos analisar os documentos e procedimentos internos, mantendo o que de bem se fazia e corrigindo e melhorando o que necessitava de alterações. Todo este trabalho acaba por não ser tão visível, mas é importante.

Ao fim de quase quatro anos de liderança autárquica, que balanço faz?
Um balanço positivo. Como já disse, no primeiro ano foi feito trabalho pouco visível. Apanhámos, por exemplo, o processo de transição do projeto/licenciamento do estacionamento de apoio ao cemitério. O processo de aquisição foi liderado pelo executivo anterior e nós, entretanto, assumimos a parte do pagamento e de regularização desse investimento. Tínhamos recebido da câmara um apoio de 38.800 euros em números redondos.

Mas criaram já esse estacionamento de apoio ao cemitério?
Estamos a criar. Até à data, já foram realizados vários trabalhos, como a movimentação de terras, colocação e compactação de material, criação de se­pa­rador central de delimitação, colocação de sistema de iluminação totalmente solar privilegiando a eficiência energética, e execução de uma parte de pas­seio para segurança dos utentes. Tem sido gradual, mas com elevado valor financeiro face à nossa dimensão e estrutura.

Estamos a falar de quantos lugares?
De cerca de 55 lugares de estacionamento.

Havia outros projetos em curso?
Quando chegámos à junta, também estavam em curso a certificação e a implementação da sinalética da Rota das Fontes. O anterior executivo já a havia criado. Nós implementámos a sinalética e concluímos a sua homologação junto da Federação Portuguesa de Campismo e Montanhismo. Além disso, também “apanhámos” a mudança da unidade de saúde familiar (USF). A junta de freguesia a­com­panhou esta empreitada até à sua conclusão. Falamos de um investimento da câmara, tendo a junta colaborado com a doação do terreno.
A nova USF foi construída de raiz?
Sim. A sua construção remonta a finais de 2021. Foi um investimento de cerca de um milhão de euros, com apoios comunitários. A junta teve um papel decisivo, porque, na altura em que o município podia avançar com a candidatura a esses apoios, tínhamos ali terreno disponível e decidimos logo doá-lo à câmara para ela poder fazer o investimento.

Tem mais algum processo que queira salientar?
Havia também, na Rua do Paraíso - que é esta parte da [EN] 335 que liga a Aveiro que tem muito movimento e dá acesso também à entrada para a zona industrial -, uma série de habitações que não dispunham de passeios. O anterior executivo já estava a negociar com os proprietários a construção de uma zona de passeio e estacionamento. E nós viemos dar continuidade, também, a esse processo, privilegiando a seguran­ça das pessoas na via pública.

No decorrer do mandato, o que têm feito mais?
Olhe, regressámos com o Mo­u­va - Mercado de Objetos Usados, Víveres e Artesanato, dinamizando o espaço público (Pra­ça São Pedro), a economia local e tornando a iniciativa num ponto de encontro e convívio dos palhacenses. Desta feita, com o envolvimento de pessoas e associações da terra e de fora da Palhaça e a realização de edições temáticas (diurnas e noturnas). Também trouxemos uma roupagem diferen­te às comemorações do Dia de São Pedro, com a inclusão no programa de exposições promovidas pelo Museu de São Pedro da Palhaça; uma homenagem ao anterior presidente da junta, Manuel Augusto Martins, recordando e agradecendo o seu percurso ao longo de mais de duas décadas; a apresentação do livro “Novas Achegas para a Monografia Histórica da Palhaça”, da autoria de Carlos Braga e editado pela junta. Com esta publicação, concretizámos o compromisso de preservar e fomentar os registos documentais sobre a freguesia, população e história ao longo dos anos. Recorde-se que passaram cerca de 20 anos desde o último registo desta natureza. Além disso, temos vindo a apoiar as associações locais monetária (o que representa cerca de 7,50 por cento do nosso orçamento) e logisticamente. Queremos ser vivamente parceiros nas suas iniciativas. Porque entendemos valorizar a cidadania ativa e uma participação ativa de todos, iniciámos, por exemplo, um ciclo de conversas com uma primeira sessão de reflexão “Pensar na Palhaça”, em torno do tema da requalificação do edifício da junta.

Têm alguma ideia precisamente para este edifício on­de nos encontramos?
Precisamos de ampliar a zona da junta para melhorar o serviço administrativo. Estamos cingidos só a este bocadinho de espaço. Sempre foi assim, porque a unidade de saúde ocupava quase a totalidade do edifício (vinha até esta sala onde nos encontramos). Por isso, este é um projeto que no futuro tem mesmo de avançar.

Neste momento, o que alber­ga?
A parte de cima é um salão amplo com um palco, que disponibilizamos à semana a associações para aulas de hip-hop e, ao fim de semana, ao rancho folclórico pa­ra ensaios. Temos também uma sala que ser­ve de arquivo ao museu [de São Pedro da Palhaça]. A Palhaça dispõe de um grande espólio em termos de arte sacra e de documentação bas­tante significativo, repartido por três locais: uma parte neste salão, outra na sala que disponibilizamos no edifício da antiga escola e, depois, junto à igreja de Vila Nova.

Como é a vossa relação com o município de Oliveira do Bairro?

Para continuar a ler este artigo

Se ainda não é
nosso assinante:
Assine agora
Se já é nosso
assinante:
Inicie sessão
Abril 4, 2025 . 08:15

Partilhe este artigo:

Junte-se à conversa
0

Espere! Antes de ir, junte-se à nossa newsletter.

Comentários

Fundador: Adriano Lucas (1883-1950)
Diretor "In Memoriam": Adriano Lucas (1925-2011)
Diretor: Adriano Callé Lucas
94 anos de história
bubblecrossmenuarrow-right