PSD/Águeda acusa autarquia de “distanciamento” das juntas e questiona transparência

O principal partido da oposição diz que o presidente da Câmara “ignora” os autarcas das freguesias
Jornalista: 
António Jorge Pires

O PSD/Águeda veio a terreiro para fazer uma análise crítica e dura da gestão camarária liderada pelo socialista Gil Nadais. Desde logo, a “concelhia” social-democrata aponta as “relações tensas” entre a autarquia, considerando Paula Cardoso, líder do partido, “ser notório que as juntas governadas por eleitos do PSD são as principais vítimas do distanciamento da Câmara Municipal”.
“Assistimos ao inédito e insólito corte de relações entre a Câmara Municipal de Águeda e uma Junta de Freguesia. Esta atitude é alimentada pela insensata persistência do sr. presidente da Câmara em ignorar os srs. presidentes de Junta, e pela forma sobranceira como os trata”, acusam os social-democratas, dando conta que, ano após ano, “estas juntas não têm sido contempladas com qualquer obra camarária”.
A “oportunidade e utilidade” das obras na cidade é outro dos pontos que merece as críticas do principal partido da oposição. “Ao contrário das freguesias, a cidade tem merecido inúmeras obras, sendo que algumas são de prioridade e racionalidade questionável”, refere Paula Cardoso. Como exemplos apontam as obras no Largo 1.º de Maio, “feitas por cima das originais”; as obras no jardim Conde de Sucena, com a destruição do “anterior jardim”; ou os novos arranjos na Rua Fernando Caldeira.
De resto, entendem que as obras na Avenida Dr. Eugénio Ribeiro e Praça Dr. António Breda “implicarão uma mudança forte na relação dos comerciantes com os seus clientes, sendo que num tempo de crise financeira poderá consubstanciar um rombo fatal na subsistência destes pequenos negócios, pois de uma avenida larga e com estacionamento passaremos a uma via sinuosa, lenta, onde o parqueamento será mínimo”.

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