O movimento cívico Amigos d’Avenida prevê que o alargamento dos horários de funcionamento dos bares de Aveiro até às 4 horas durante todos dos dias da semana provoque mais lixo, destruição, vandalismo, desavenças,...
Moradores de Ílhavo: “Não queremos ficar sem as nossas casinhas”

Alguns dos proprietários de terrenos existentes na Coutada (Ílhavo) estão revoltados com a iminência de verem as suas casas serem demolidas, em virtude da construção do Parque da Ciência e Inovação (PCI).
Há cerca de um ano atrás receberam uma proposta da Câmara Municipal de Ílhavo, onde lhes foi oferecida uma determinada quantia pelas terras. Mas, se alguns dos proprietários discordam do valor que lhes foi proposto, outros recusam-se a abandonar a casa onde construíram uma vida.
Luísa Amado tem 67 anos e reside numa vivenda que, há 40 anos, edificou, juntamente com o ex-marido, com as suas próprias mãos. Na sua horta, crescem legumes que são o seu meio de subsistência e sobrevivência, já que, consegue, ainda, abastecer alguns vendedores da região.
Esta sexagenária não esconde a tristeza que sente quando fala na expropriação das suas terras. “Sinto-me revoltada e já nem consigo dormir bem. Não sei o que vou fazer sem o meu quintal, se tiver que me mudar para outro sítio”, diz, inconsolável.
“Só gostava de poder viver aqui o resto da vida. Não peço mais nada, a não ser que me deixem trabalhar em paz e sossego”, acrescenta.








